DESTINO

                                        PARAÍSO TERRESTRE

É destino natural do homem a transformação do planeta num paraíso terrestre. Na media do possível, levando-se em conta as contingências biológicas e ecológicas deste planeta solar, o homem deve cultivar sua moradia, seu “habitat”.

É o sentido da história que o homem evolua mais e mais, de um ser puramente animal para um ser racional,um ente intelectual. É destino do homem desenvolver e cultivar sempre mais suas qualidades mentais por meio das quais ele cria e usufrui o que chamamos de cultura:música, arte, ciência, e faz participar destes bens uma porcentagem sempre maior de seres humanos. Civilizar,cultivar, socializar em progressão sempre crescente a família humana.

Papel importante tem nisto o domínio técnico que libera o homem das necessidades puramente biológicas da sobrevivência. Tarefa que a técnica, em todas as suas modalidades, está cumprindo cada dia melhor, até chegar a uma automação completa, à substituição cabal do trabalho humano pela máquina, deixando ao homem o lazer de cultivar os três grandes bens naturais: verdade,bondade e beleza, ou seja, ciência, virtude e arte.

 

Cultura

Um ideal que deve ser refeito em cada nova geração em vista da estabilidade precária da raça, ou, simplesmente pelo fato de o homem nascer criança. A aquisição dos bens da cultura e a adaptação social e cultural é uma tarefa que cada indivíduo tem de realizar através de uma ação pessoal, com os recursos que a natureza lhe deu,com seus talentos. E nem todos nascem poetas ou cientistas.

Fato curioso considerar o homem da civilização hodierna seu melhor passatempo caçar ou pescar, de preferência na mata virgem, à beira p. ex. do Amazonas. Um atavismo inveterado da raça este retorno à pré-história adamítica.

Mas o ideal procurado, é fazer toda a humanidade participar destes bens de cultura, na medida do possível.

O corpo é parte do homem. É substrato e instrumento de sua atividade intelectual. É como o chassis de um auto, que não foi feito para correr a esmo pelas estradas, mas foi criado para o passageiro. O importante é ele, o passageiro, poder admirar a paisagem e demais belezas da terra, do ar e do mar.

Escritura

Gênesis 1: a primeira página da Bíblia, a carta magna da criação, entrega ao homem a tarefa de “subjugar” a terra.

Com muita graça exprime-se o Eclesiastes (3,11):

“Deus entregou o mundo ao homem para suas disputas” (Tradução da Vulgata). “Disputa” não significa apenas, diálogo, bate-papo, mas pesquisa e uso-fruto técnico do mundo que nos rodeia, inclusive Lua, Marte e demais colegas siderais

O texto hebraico do Ecl 3,11 diz melhor ainda: “Deus entregou o mundo ao coração deles” (a seus caprichos),“ao seu dispor”.

Extraído do livro; Teologia das Realidades Celestes do Padre João Beting CSsR

Anúncios