Mistério da fé

O máximo da glória, júbilo, louvor, honra e gratidão, oferece à Santíssima. Trindade o Verbo humanado, na Santa Ceia, da aurora até o pôr-do-sol, diz o profeta Malaquias (1,11). Três vezes feliz o sacerdote, criatura humana, encarregado de pronunciar, em nome de Cristo: por ele e com ele e nele é para ti, Pai onipotente, em união com o Espírito Santo, toda honra e glória. “Toda possível, infinita”.

Devemos começar a pensar nisto desde o início do rito sacro ao entoarmos o “Glória a Deus nas alturas”.

Música, ornato, flores querem contribuir também, humildes e mudos, para esta glória de Deus.

Sta. Matilde derrama em fervor sua alma de fogo: “Ó bom Deus, eu queria, que a cada momento, e sem cessar, milhares de coros de anjos te louvassem e adorassem… Queria ter tantos corações quantas estrelas há no céu, quantos folhas há nas árvores, quantas gotas d’água há nos mares do mundo, a fim de amar-te sem cessar…”

Apareceu-lhe Jesus dizendo: “Toda essa honra podes preparar-me, e mais ainda do que desejas”.

Um momento de “suspense”. “Como?” E com olhos ardentes aguarda a resposta.

Jesus responde: “É só assistir à Santa Missa.” E de braços abertos sobre o altar, Jesus faz correr seu sangue de todas as chagas: “Eis as chagas que reconciliam a justiça do Pai. Todas as graças que a alma perdeu por descuido ou relaxamento, poderá recuperá-las plenamente, aproximando-se do Sto. Sacrifício do Altar, que contém a plenitude das graças”.

 

DESTINO: FELICIDADE

 

Nostalgia eterna

Ser feliz, viver na felicidade, é o desejo mais profundo, mais vital dos homens. A criatura encontra essa felicidade só em seu criador, em Deus. É que os bens criados são limitados demais, em número, em valor e em eficiência.

É o velho estribilho: “Vaidade das vaidades, tudo é vão e vazio (Ecl 1,1). Exclama assim quem mais facilidade teve de saciar-se na mesa da vida, num banquete dos prazeres do corpo, da mente e do coração. É que todos os manjares do banquete da vida tem o gosto acre da morte que estraga a festa.

O homem sem destino pessoal é uma onda que passa e desaparece no vazio. Então, vale a inscrição que Dante pôs sobre o portão do inferno, e vale desde já, para a terra, para a vida terrestre: “Ó vós que aqui entrais, deixai toda esperança!” “Então sobre tua lápide sepulcral, só poderá negrejar este infame epitáfio: aqui jaz o rei da criação, a mais desgraçada das criaturas (ROHDEN o.c. 82)

Extraído do livro do Padre João Beting CSsR Teologia das Realidades Celestes

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