Maria Marta Chambon, +1907

Jesus: “Ama a vida do céu que te é destinada. Desta vida é que deves viver quanto possível. O único necessário é possuir Deus”.

Jesus mostra seu coração aberto pela lança: “Eu te ensinarei como deves amar-me, pois não sabes amar-me.

A ciência do amor é dada à alma que contempla o divino Crucificado e lhe fala de coração”.

“Minha filha, tenho milhares de almas favoritas. Sou único para cada uma. É um segredo de amor que permanecerá entre o esposo e a esposa durante toda a eternidade”.

Ao ver seu futuro lugar no céu, Marta pergunta:

“Bom Mestre, não há nada em mim que me impeça de ali chegar”. Jesus: “Ora, se há! Mas o amor apaga tudo”. “Aqui na terra estamos sempre expostos a ofender-te”. Jesus:

“O amor apaga tudo. Minha união contigo é teu único bem. Nela realiza-se teu progresso e ninguém consegue impedi-lo”.

Jesus mostra chaga do coração: “Sinto necessidade de teu coração, e tu tens necessidade do meu”. “Na intimidade, do coração a coração, na (oração) eu me refaço da ingratidão dos homens”.

“Minha filha, sobe o Calvário comigo. Quero-te vítima, de pé”.

 

Gertrudes Maria, +1908

 

Jesus: “Sou um Deus cioso. Quanto mais uma alma me ama, mais exijo. Ela nunca me dá o bastante. Isto vem do ardoroso amor que lhe tenho… As religiosas não são sempre suficientemente religiosas; não são bastante mortificadas; não sabem esquecer-se suficientemente”.

Jesus: “Transforma tudo no ouro do amor. Transforma cada uma de tuas ações numa moeda de ouro, para pagar a dívida dos ingratos… Todas as riquezas de meu coração estão ao teu dispor…”

“Senhor, empresta-me o teu coração por hoje; assim, ao menos uma vez na vida, te amo quanto mereces”.

Jesus: “O amor me consome e os homens continuam indiferentes. Se soubesses o que sofro… Meu amor é ignorado. Minhas ofertas ficam sem resposta.” “Sinto em todo o meu ser um fogo que me devora”. Jesus: “Para amar quanto desejas, toma o meu coração”.

Deus Pai: “Não acreditas suficientemente que amo com ternura. Não estás bem compenetrada do pensamento que deves ser comigo como uma criança. Há em ti grande sentimento de respeito: quero que o substituas pelo amor filial”.

Jesus: “Dize-me, ainda uma vez, que me amas. Sinto prazer em ouvi-lo”.

“Ó Jesus, o que é que te atrai em mim?” “Tua grande miséria”.

Jesus: “Ninguém sabe até onde iria minha familiaridade com uma alma que se abandone totalmente em

mim”.

Jesus: “Quando alguém pronuncia com grande amor:

‘Pai nosso que estais no céu’, uma flecha fere meu coração”.

Jesus: “Deve-se servir a Deus por amor, por puro amor, sem esperar favores”. “Não sabes que sou o Infinito?

Sendo o Infinito, posso variar ao infinito meus dons e minhas graças em cada alma! Minha bondade, minha misericórdia e minha sabedoria jamais se esgotarão, jamais!”

Jesus: “Vocês não conhecem o coração do Pai. Vocês não sabem aproximar-se dele. Vocês não sabem clamar “Pai!” Poucas almas na terra usam para com Deus Pai a familiaridade que ele espera de seus filhos”.

Jesus: “Esquece tudo quanto não é Deus”.

Gertrudes.: “Outro tormento veio juntar-se aos anteriores: o tormento do amor divino. É o sofrimento dos sofrimentos.

Sentir como Deus é tão digno de ser amado por seus filhos. Sentir quão pouco o amamos. Quão pouco é amado por seus filhos. É a mais cruel das torturas; todas as outras nada são em comparação. Hoje não pude reter as lágrimas. Chorei, sim, chorei de amor por Jesus. Chorei por amá-lo tão pouco. Chorei por ver as penas de seu coração”.

Jesus: “Ama com meu coração”.

“Eu te amo, Jesus. Eu te amo com um amor que jamais poderás compreender”.

“Se eu mostrasse tua miséria, tal qual ela é, não poderias suportar a feiura. Ficarias desanimada; o que não quero; amo-te demais para desconfiar de ti”.

Gertrudes, na união transformante: “Teu amor por mim, ó Deus, me assusta”.

Jesus conduziu-me a uma fornalha acesa: “Tens coragem de jogar-te aí dentro? Para alcançar o amor com que me amou Teresa d’Ávila, é preciso passar por esta fornalha do amor divino”.

Jesus: “Quero que me ames como me amaram os grandes santos. Não quero que me ames com moleza, mas com fortaleza, como eles. Não quero que me ames com intervalos, mas sempre, sem pausa”.

“Não deves ter laços que te prendam à terra”. “Minha filha, eu te prometo: não morrerás antes de amar-me com perfeição, e quanto é possível na terra. Prometo. É necessário que fiques reduzida à cinza pelo fogo do amor divino”.

Teologia das Realidades Celestes: Padre João Beting CSsR

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