Regina Consolata, +1916

Jesus: “Não se devia amar os homens como eu os amo. Não se devia morrer por eles como eu fiz. Os homens são minha conquista. Por que o demônio está roubando?

Ó Benigna, faço questão do amor dos homens!

Sou sequioso dele a tal ponto que, encontrando um coração que me abra as portas, eu me precipito ali com todas as minhas graças”.

“Que maus tratos me fazem os pecadores! Mas amo-os, a estes pobres pecadores. Não acho demais esperá-los, ainda que durante toda a sua vida: contanto, que os tenha na hora da morte. Então serão meus, por toda a eternidade”.

“Odeio o pecado, mas amo o pecador. Amo a cada alma, como se ela fosse a única no mundo”. “Faço tudo quanto posso para salvar as amas mas quando me pedes, faço ainda mais”. “Estou esmolando o amor das criaturas, e elas mo recusam, enquanto o dão a tantas coisas que dão na vista”.

“Se soubesses, ó Benigna, quanto é doloroso amar tanto e não ser amado! Não faço afrontas. Continuo pedindo o amor e ninguém mo dá; pelo contrário, me odeiam”.

“São as preces dos justos que desarmam minha justiça divina”.

“Não podes acreditar, minha esposa, quanto prazer eu sinto na companhia das minhas criaturas. Ando à procura de corações que me amem. E como acho poucos, derramo sobre este pequeno número a plenitude de minhas graças. Amo tanto as almas que ficam fiéis. Benigna, se soubesses a fome que tenho de ser amado pelas almas! Eu as amo e não sou amado tanto quanto desejo.

O mundo não acredita neste meu desejo. Mesmo os que acreditam, acreditam pouco. Eu queria falar a todos os corações, mas não me querem escutar. Quando encontro um que se abre às minhas graças, a este coração eu inundo”.

“Há por aí uma idéia estreita demais sobre a bondade de Deus, sobre sua misericórdia e sobre seu amor pelas criaturas. Mas Deus não é tão estreito. E sua bondade não conhece limites”.

“Escreve, ó apóstola da minha misericórdia, que a principal coisa que desejo é que se saiba que sou todo amor, e que a maior pena que se possa causar ao meu coração é duvidar da minha bondade. Meu coração não somente se compadece, mas se rejubila quanto mais estragos encontra a consertar, contanto que não haja maldade.

Se tu soubesses o trabalho que eu faria numa alma, ainda mesmo que cheia de misérias, se me deixasse agir!”

“O amor não precisa de nada; basta se não encontrar resistência. E, muitas vezes, tudo o que quero de uma alma, para fazer dela uma santa, é que me deixe agir. As imperfeições, quando não se lhes tem afeição, não me desagradam, mas atraem a compaixão de meu coração.

As imperfeições devem ser degraus para subir a mim pela confiança e pelo amor”.

Teologia das realidades Celestes: Padre João Beting CSsR

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