Martucchi

 

“Só Jesus pode encher um coração. Quero ser um holocausto perfeito de todo o meu ser, consumido pelo amor divino, a fim de igualar-me à imagem do Filho de Deus crucificado”.

“Só ele é a plenitude. Todavia é difícil para ele entrar em concorrência com um ser que se vê, se ouve, se sente…

Custa. Corta. Rasga. Sangra o coração. Mas Jesus também teve suas mágoas. E piores que as minhas: cruz, espinhos… E tudo porque me amou”. “Por isso tenho necessidade dessa entrega total, desse morrer a tudo, para ser como ele, e para mostrar-lhe que o amo. Quero dar-lhe as primícias, o melhor que tenho, minha juventude ardorosa, minha vida exuberante, meus vinte anos de fogo e de entusiasmo, todas as minhas ilusões…”

“Amá-lo apaixonadamente como ele me amou” (Y dije, p. 360ss.)

Antonietta Cheuser, +1918

 

“Poder amar a Deus, com o mesmo amor de Deus, é privilégio de toda a alma em estado de graça. Mas uma coisa é saber isto pela fé; outra coisa, é senti-lo por uma espécie de experiência direta” (PLUS, Consummata, 180)

A “desapropriada por utilidade pública”, como Antonieta se chama certa vez, descreve sua experiência: “É um amor tão forte e tão vivo que se enraíza profundamente em Deus, dando origem a uma confiança tão audaciosa, que não duvida de nada. A alma tem de tal forma consciência do poder e do amor infinito do Pai que, sentindo esse poder, mal tem necessidade de pedir. Parece-me que tudo é de ambos, e que a licença que me dá para beber o seu amor só tem por limite esse amor infinito”.

“Espalhar neste mundo o reino da verdade e do amor, essa é, creio, minha missão. Quisera deixar, como sinal de minha passagem nesse mundo, unicamente um raio luminoso de verdade e um grande incêndio de amor  ” (Cartas, 160)

Teologia das Realidades Celestes: Padre João Beting CSrR

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