Disse Jesus a Sta. Gertrudes: “A confiança alcança tudo facilmente”. E em outra oportunidade: “O olhar da alma amante, que fere meu coração, é a confiança inabalável, a firme convicção que eu tenho poder, saber e querer para ajudá-la em tudo. Tal confiança força minha misericórdia com tal ímpeto que é impossível recusar-me”.

Diz o Pai Eterno: “Amei-te com amor eterno e te apertei ao coração” (Jr 31,3).

“Não quero a morte do ímpio. Quero sua conversão e sua vida eterna” (Ez 33,11). “Se os vossos pecados forem rubros com escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como carmesim, ficarão brancos como a lã” (Is 1,17). “Quanto o céu se eleva acima da terra… quanto o Oriente dista do Ocidente, assim, afastou de nós nossas maldades” (Sl 103, 11).

Diz o Filho de Deus: “Em verdade, em verdade (jurovos): tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, eu o

farei” (Jo 14,13).

“Se tiverdes fé como um grão de mostarda… nada vos será impossível” (Mt 17,21).

“Tudo é possível a quem crê” (Mc 9,23).

Fé no poder, na bondade, na misericórdia de um Deus Infinito.

Diz o Espírito Santo: “Quem tiver sede, venha buscar água viva, gratuitamente” (Ap 22,17).

Repetem os apóstolos de Deus:

João: “Conhecemos e confiamos no amor de Deus” (1 Jo 4,16).

Paulo: “Tudo posso naquele que é minha força” (Fl 4,13).

Repetem os carismáticos através dos séculos: O amor de Deus por nós é infinito, incrivelmente infinito.

São Vicente Ferrer prega com tal veemência e unção sobre este amor de Deus por nós, miseráveis pecadores, que uma pecadora pública prorrompeu em soluços. E tal foi sua dor dos pecados, tal o seu amor por um Deus bondoso, que o coração se rompeu; caiu morta no chão.

“Já está na glória de Deus”, concluiu o santo, seu sermão.

Tal a mensagem de Sta. Teresinha: “Nunca se pode ter confiança demais em Deus”. “Sinto que se fosse possível, encontrares uma alma mais fraca, mais pequenina que a minha, tu a cumularias de favores maiores ainda, contanto que ela se abandonasse com inteira confiança à tua misericórdia infinita” (Vida 254).

A sua autobiografia termina com este apelo de confiança tão consolador para nós, pobres pecadores: “Sinto que, embora tivesse na consciência todos os pecados que se podem cometer, iria com o coração partido de arrependimento lançar-me nos braços de Jesus, pois sei quanto ele ama o filho pródigo”.

Dois meses antes de morrer pediu que completassem o texto: “Dize, minha mãe, que se eu tivesse cometido todos os crimes possíveis, sempre teria a mesma confiança.

Sentiria que essa multidão de ofensas seria como uma gota d’água lançada num braseiro ardente” (Vida 320)

Tal a mensagem de Benigna Consolata. “Descobrindo em mim um sem número de misérias, fiquei toda confusa, quando ouço Jesus dizer-me com brandura: Renda-se à minha misericórdia”. Jesus manda escrever: “A alma nunca deve ter medo de Deus, porque Deus está sempre disposto a usar de misericórdia. O maior prazer do coração de teu Jesus está em levar ao Pai o maior número possível de pecadores. São suas jóias”.

“O maior prazer que se me possa dar é acreditar no meu amor. E quem me quer dar um prazer imenso, não deve pôr limites a esta confiança”.

Teologia das Realidades celestes: Padre João Beting CSsR

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