Três séculos mais tarde, sua neta espiritual, Sta. Teresinha, dedica-se a este apostolado da oração. “Quero ser filha da Igreja, como nossa santa madre Teresa, e rezar pelas intenções do Sto. Padre o Papa, sabendo que suas intenções abraçam o universo” (Vida 320)

O apostolado da oração é mais elevado que o da palavra.

Eis as palavras de Jesus: “Erguei os olhos e vede. Vede como no céu há lugares vagos. Cabe a vós preenchê-los. Vós sois meu Moisés rezando no monte… O Criador do universo espera a prece de uma alma para salvar outras” (Cartas, 118).Disse um sábio: “Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio e levantarei o mundo. O que Arquimedes não pôde obter, os santos obtiveram-no. O Onipotente deu-lhes por ponto de apoio, a Si mesmo e a Si somente; por alavanca, a oração que abrasa com o fogo do amor. E é assim que levantaram o mundo… e o levantarão os santos vindouros, até o fim do mundo” (Vida 325)

Ainda uma voz recente (Gertrudes M.). Diz Jesus:

“Gosto que me peças e muito. Não se reza bastante pelos sacerdotes. Tenho para eles graças de reserva que eu daria se fossem pedidas… Reza, reza, minha filha, reza…”

“Que é preciso para agradar-te, Jesus?” “Rezar… de tua boca, que se torna cada dia minha pousada, e de teu coração, que é meu sacrário vivo, deveria sair uma oração contínua… Deve-se rezar muito e por grandes e imensas intenções”.

É a oração apostólica que o Vaticano II proclama e reclama. Oração do tamanho da Igreja ou dizemos melhor: do tamanho do Coração de Jesus que abraça o mundo inteiro. Nossas orações, nossa Ave-Marias correm mundo, mas rápidas que as ondas de rádio, e atingem céu, terra e purgatório. Vivemos em união com o reino de Jesus. Seja tudo por Jesus. Misturando esse gemido amiúde ao nosso trabalho cotidiano, quanto bem não faremos no reino das almas.

Vivemos em união com Jesus. Tudo é nosso. Damos e recebemos. Como o sangue, do coração percorre o corpo, mas retorna, assim podemos, ora colaborar, ora usufruir todo o bem praticado em algum ponto da Igreja, e sem prejuízo de ninguém.

De que dependem as vitórias de Deus? Da ação? Da agitação? Não. Do silêncio, da oração. O cristão nunca é mais forte do que quanto está rezando, porque então a onipotência está ao seu lado.

Teologia das Realidades Celestes: Padre João Beting CSsR