Amor

 

Deus ama a Jesus Cristo mais do que todas as criaturas juntas, incluindo os anjos. E a máxima prova desse amor foi entregá-lo à morte na cruz. Pois assim formou-se a plenitude de graça da qual todos nós participamos (Jo 1,16).

As páginas do N.T. dão eloqüente testemunho do ardor que consumia Jesus ao dar-se como vítima de amor ao Pai. Hb 10,7 recorda o estábulo de Belém, o Menino-Deus a rezar: “Formaste meu corpo, eis que venho, ó Deus, para cumprir a tua vontade”.

E durante toda a sua vida terrestre paira diante de sua alma o grande ideal a ser realizado: o Filho de Deus veio “para dar sua vida pela redenção da multidão” (Mt 20,28).

“Eu vim jogar fogo sobre a terra… Tenho de ser batizado. E quando anseio que ele se realize” (Lc 12,32).

São Pedro quer tirar de Jesus esses pensamentos melancólicos, de uma morte triste e ignominiosa na cruz. Jesus o repele com veemência inesperada: “Retira-te de mim, tentador. Tu não entendes as coisas de Deus. Só tens idéias humanas (Mt 16,23).

Tão longe vai o amor de Jesus pela cruz que a põe como condição prévia do apostolado. “Quem quer seguir após mim, carregue sua cruz cada dia e me acompanhe” (Lc 9,23; 14,27).

Uma hora antes de iniciar a paixão, mais uma vez Jesus se explica: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos” (Jo 15,13).

A propósito, a conhecida palavra de Sto. Agostinho: “Amor meus pondus meum”. “O amor é minha força de

gravidade”. O amor dirige Jesus e o faz vergar sob a cruz, amor pelos seres humanos que o Pai do céu entregou ao seu cuidado e ao seu carinho.

Bossuet disse a famosa frase: “Quando Jesus entra em algum lugar, ele entra com sua cruz. Traz consigo todos os seus espinhos e os distribui àqueles que ama”.

 

Teologia das Realidades Celestes

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