Mensagem Doutrinal
 A seguir, a mensagem doutrinal (cf. Combes, Dieu et souffrance, 1961, pág. 52-65) 

 

 1. O essencial no cristianismo é seguir a Cristo. Ora, ele nos garante: quem quer seguir após mim, deve tomar a cruz e renunciar a tudo. Leia: Jo 12,24; Mt 16,24; Lc 14,25.2. E Jesus se explica: se o grão de trigo não morrer na terra, não dará fruto (Jo 12,14). Quem ama a sua vida aqui na terra, vai perdê-la. Sofrimento é condição de fecundidade sobrenatural. Sofrer e morrer na seqüela de Cristo significa trazer como Ele, e com Ele, muito fruto.

3. Jesus se explica em Mt 5,10: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição pelo reino”. É a única bemaventurança repetida e ampliada em dupla via, e rematada por um júbilo incontido: pois alegrai-vos, vosso prêmio será grandioso. Ora, isto é o martírio, graça excepcional e rara. E as nossas dores, doenças, useiras e vezeiras?

Leia adiante:

4. Bem-aventurados os tristes, porque serão consolados.

Bem-aventurados os pacientes, pois possuirão a terra da promissão (Mt 5, 4.5).

5. A Eucaristia põe-nos em contato com a paixão e morte de Jesus; é seu memorial (1 Cor 11). Alimentados pela eucaristia, todo o nosso sofrer é co-redentor. Comungando, entramos em contato com Cristo-vítima, e participamos fatalmente dessa mesma tarefa, do mesmo destino.

Verdade é que, enquanto o cristão não chegou a ser santo, acha-se numa situação pouco confortável. Sente a dor e seus problemas filosófico-teológicos, sem participar da alegria de sofrer.

Conclusão
 
 1. Aceitar as cruzes que vêm por aí, com resignação e santa paciência. Diz São Francisco de Sales: “Não sabemos de que maneira foi a cruz de Cristo, por isso, amemos todas as cruzes que aparecem”.

E outra vez: “Em que caldo, doce ou azedo Deus nos meta, deve ser-nos igual”.

2. Fazer cara alegre. Tenta.

 3. Preferir as cruzes secretas e os sofrimentos ignorados.

4. Pedir mais? Não. Só se houver nítida inspiração por parte de Jesus.

5. Sofrer alegre na esperança.

6. Principalmente sofrer com amor. Por amor a Jesus. Talvez algum dia, quando menos esperas, terás.

Teologia das Realidades Celestes

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