São Paulo

São Paulo entra nas pegadas do Mestre e explicanos:

1. Devemos viver a vida integral de Jesus Cristo (Gl 2,20): “Eu não vivo mais, vive em mim Cristo… com ele estou cravado na cruz”.

2. O cristão é membro vivo de Jesus Cristo, nele enxertado pelo batismo. Pois fomos batizados, isto é, mergulhados na sua morte (Rm 6,3). O batismo destina-nos à mesma sorte de Cristo. “O batismo é uma graça de martírio” (Eudes)

3. E isto até o fim. Como nos diz a fé pascal: “A morte de Cristo matou tão bem o pecado que o verdadeiro cristão deve crer, com a mesma força, tanto na ressurreição de Cristo como na sua própria libertação do pecado e ressurreição futura” (Combes)

4. Co-herdeiros que somos de Cristo, herdamos também o sofrimento. “Sofremos juntos e juntos seremos glorificados” (Rm 8,17). Mas é um sofrer que não se compara com a glória futura (Rm 8,18). Podemos gemer à vontade, mas na absoluta esperança da libertação (Rm 8,20).

5. E vivemos na esperança. Ainda não na plenitude. Segundo o modelo do apóstolo: “Atribulados, mas não em desespero; perseguidos e oprimidos, mas não aniquilados… A cada instante entregues à morte para que a vida de Jesus se faça patente também em nosso corpo mortal… O sofrimento é um tesouro que produz em nós um peso de eterna glória” (2 Cor 4, 7-18).

Loucura

É de São Bernardo a palavra. Mas já era praticada na Igreja de Cristo desde as origens. Pudera! Jesus deu o exemplo. Entrando no mundo já se ofereceu, logo de entrada, à cruz (Hb 9,13). E com ardor, como lemos em Lc 22,15: “Ansiosamente desejei comer esta ceia pascal antes de sofrer”.

São Pedro anima os fiéis: “Sendo que Cristo padeceu segundo a carne armai-vos também vós, do mesmo pensamento” (1Pd 4,1).

São Paulo, amante da cruz de Cristo, exclama: “Folgo de sofrer” (Cl 1,24). “Tenho prazer na minha fraqueza, nos ultrajes, privações, perseguições e angústias por amor a Cristo; porque quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Cor 12,10).

Completa a Imitação (3,56) a frase do apóstolo: “Não carregamos a cruz sozinhos; Jesus fica ao lado como nosso Cireneu”.

E ainda São Francisco de Sales: “O Calvário é a montanha dos amantes. Todo amor que não toma sua origem na paixão de Nosso Senhor é fútil e perigoso”.

Teologia das Realidades Celestes

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