Sta. Lutgarda

Devota do Coração de Jesus e das cinco chagas, foi encarregada por Jesus de viver rezando e penitenciandose pelos pecadores. Merece destaque outro cisterciense do mesmo século:

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Helinardo, +1235

Ele antecipou Pascal dizendo: “O corpo místico ainda não nasceu inteiro. Ele nasce toda vez que uma alma se torna cristã… E ele ainda não padeceu toda a sua paixão: até o fim dos tempos ele sofrerá em seus membros”.

Sta. Hildegardis

Contemporânea de São Bernardo, reduz toda penitência ao bom exemplo que as monjas dão na imitação dos anjos e no desprezo do mundo. “Elas imitam a paixão do meu Filho e suas penitências; contribuem com brilho vívido ao ornato da Igreja”.

São Francisco

A voz do crucifixo alerta: “Francisco, vai reconstruir minha casa que está prestes a ruir”. Francisco não tardou a descobrir que não se tratava da igrejinha de São Damião, mas da Igreja de Cristo.

 Chamado a segurar o palácio do Latrão, ameaçado de ruir (sonho de Inocêncio III), isto é, chamado a renovar a Igreja, Francisco funda a Ordeme do amor ao Crucificado. Não somente da Penitência para dar testemunho ao povo de Deus, mas também, ou sobretudo, para ser um aqueduto de graças para a cristandade.

Fez-se vítima pelos irmãos, eleito por Cristo como porta-bandeira dos estigmatizados. O supremo favor que ele pede ao Crucificado: “Sentir no corpo e na alma as dores da Paixão”. E a segunda graça: “Residir em meu coração, enquanto possível, aquele amor que ardia em Ti, ó Filho de Deus, e que te levou a sofrer tanta pena por nós, miseráveis pecadores” (Fioretti). E Francisco restaurou a casa de Deus pela pregação, e mais ainda pela oração e penitência dos irmãos.

Sto. Tomás de Aquino

Cristo mereceu por nós e satisfez por todos, porque somos um com ele: ele a cabeça; nós, os seus membros.

Assim automaticamente passam os méritos e satisfações da cabeça para o corpo.

Há também intercâmbio entre os membros. “Com respeito à remissão das penas, um pode merecer por outro, e o ato de um transfere-se a outro mediante a caridade, pela qual somos todos um em Cristo” (Suppl. 13,2).

Mas o texto pivô, “completar a paixão” (Cl 1,24), Tomás interpreta-o de maneira divergente, dizendo: “Os padecimentos dos santos (na terra) aproveitam à Igreja, não como redenção, mas como exortação e bom exemplo” (segundo 2 Cor 4,8;5,3 [sic?]). Tomás acentua, pois, o valor infinito da redenção de Jesus, ao qual é impossível fazer um acréscimo.

Teologia das Realidades Celestes

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