Resurección de Nuestro Señor... El que Crea en mí, No Morirá. Imágen © www.oremosjuntos.com © Cecill Torres Villar

Recapitulando

1. A dor, o sofrimento físico ou moral, não é castigo. O Livro da Sabedoria (1,13) protesta: “Não foi Deus que fez a morte”. O sofrimento não estava previsto no princípio da criação. O pecado forçou a mudança de regime. E a sabedoria e bondade divinas souberam tirar uma vantagem maior. Pela receita de Rm 8,25, “Para aqueles que amam a Deus, tudo redunda para o seu bem”.

2. O sofrimento tornou-se salvífico mediante a cruz de Jesus. Em virtude do corpo místico realiza-se a reversibilidade do valor satisfatório de nossas ações. Efeito da comunhão dos santos no reino de Deus. E Deus aceita esta substituição penal com a mesma prontidão com que acolhe em nosso favor a oferta do seu Filho Unigênito na cruz.

3. Nossa salvação toda é fruto de desagravo, de expiação, de redenção suplente. Cl 2,14 usa uma expressão interessante: “Deus anulou o título de dívida, pregando-o na cruz”. “A doutrina da reparação, da expiação, é essencial ao cristianismo. Deus quis salvar os pecadores pelos pecadores” (Bro OP) Digam o que quiseram: há uma dívida a pagar, mas a pagar pela cruz de Jesus. O mal é que os seus não o receberam. O amor de um crucificado não foi aceito. Este mal deve ser reparado.

4. A redenção é sempre atual, porque são sempre atuais os pecados, os meus, os nossos. E as almas humanas ou se santificam neste mundo, ou se perdem. Neste drama, que abrange o planeta todo e todos os continentes, neste drama, cada um de nós tem seu papel pessoal e ativo a desempenhar. A redenção é sempre atual porque nós mesmos temos de ser remidos, cada dia.

5. Este drama está sempre presente entre nós: a Santa Missa. “Todos os dias, incansável, a redenção continua a salvar os homens” (Cesário de Arles)

6. Neste drama, Deus não quer simples espectadores, mas que todos sejam atores. Adão foi posto no jardim do paraíso para trabalhar.

“O homem é contra-mestre da graça” (Claude Bernard).

O mundo não é um espetáculo a ser contemplado, mas uma obra a ser realizada. Se isto vale para a cidade terrestre, urge muito mais para a cidade de Deus. Somos uma corporação única.

Teologia das Realidades Celestes

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