Colaboração

Pede-se colaboração. Uma jovem expressou sua desilusão e a de toda a sua geração: “Nunca seremos grandes; nunca seremos famosos. Nem sequer estamos em condições de ter grandeza. A história nunca de ocupará de nós”.

Sob o ângulo cristão, respondo: Não apoiados, ó filhos de Deus! E se a história não se ocupa conosco, pior para ela. O Reino de Deus precisa de grandes doutores, como Agostinho, Tomás; de grandes missionários como: Paulo, Xavier; de santos estigmatizados como Francisco, Frei Pio; mas também da humilde Bernadete com o terço na mão.

 Precisa também da colaboração do cristão humilde, oferecendo seu trabalho de cada dia: é o que constrói o reino das almas completando o que falta à redenção.

Todo o povo de Deus está convidado a colaborar nesta tarefa. “A graça de Cristo tem um duplo peso: o peso da glória que dirige à divindade e abre espaço para a plenitude da habitação da Santíssima Trindade. E o peso da cruz que arrasta à seqüela de Cristo para remir com ela o mundo.” (Journet) “O amor inclina os cristãos a seguir o itinerário traçado pelo Salvador. É um dos grandes pensamentos de São Paulo que as etapas da vida de Cristo, paixão, morte, ressurreição, deveriam reproduzir-se de algum modo em seus membros, pois afinal somos co-herdeiros de Cristo (Rm 8,17). A Igreja é continuação, plenitude, pleroma do Redentor” (Berulle)

Vítimas Suplentes

Como Jesus inocente substitui a humanidade pecadora, assim ele procura, agora também, almas amantes para substituir os pecadores. Primeiramente a vítima sofre pagando suas próprias dividas no braseiro do amor. Uma vez purificada, a vítima entre em plena função e rende cem por cento.

O Onipotente publicou esta lei de substituição e foi o primeiro a aplicá-la em seu Filho, mandando que resgatasse a humanidade pecadora por esta permuta mística.

Agora Jesus-vítima procura almas que entrem na sucessão de seu holocausto, herdando sua missão. Tanto mais que, depois da Ressurreição, ele é incapaz de sofrer pessoalmente.

Se ainda quer sofrer, só o pode fazer padecendo nos membros de seu corpo místico. Assim estas almas reparadoras sobem o Calvário, e deixam-se pregar na cruz, no lugar deixado por Jesus. Imitam-no. Fazem mais: Dão ao Filho de Deus Onipotente o que lhe falta agora, a possibilidade de sofrer ainda por amor a nós.

Saciam este desejo de Jesus que sobreviveu à sua morte, porque é como o amor que O gerou. “São estas almas diques de defesa contra as ondas do mar. Se não existissem, a humanidade seria engolida pela cheia dos pecados.

Estamos pois ao abrigo destas vítimas” (Huysman)

Teologia das Realidades Celestes

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