Meditando

“Jesus parece salvador infrutuoso, salvador que não salva bastante” (Plus). Desde 2010 anos já existe o cristianismo, e não se chegou a implantar o reino de Deus. Não é defeito do Salvador.

 Os cristãos esqueceram que o Cristo completo, total, abrange a todos na Igreja; que todos os membros são chamados à colaboração. E esta colaboração falhou. O convite ao banquete foi feito. Mas cada um foi para a sua fazenda tratar da sua vida.

“Que frêmito doloroso ao olharmos o Crucificado!

Não o nosso artisticamente moldado em fino metal ou marfim, mas o Crucifixo real, verdadeiro. O Cristo estirado sobre as duas travessas mal esquadriadas, olhando do Calvário para os dois mil anos de cristianismo… De onde veio o fracasso? É certo que não foi do sangue de Cristo.

A falha está no nosso lado…”

“Reparação não é somente uma questão de prudência: mortificar-me, a fim de manter os sentidos rebeldes debaixo das ordens. Nem é apenas uma questão de justiça: tendo pecado, devo também expiar. Mas é uma questão de amor a Jesus, e as almas às quais meu sofrimento pode salvar” (Plus)

Há mais. Há uma tremenda responsabilidade, pois de mim, do meu fervor ou desleixo, depende a salvação e felicidade eterna de tantas criaturas humanas.

 Daí o empenho de entregar-se como vítima da paixão e redenção em Bérulle, Grignion de Montfort, em Paulo da Cruz que gravou com ferro em brasa o nome de Jesus sobre o peito, … e o Crucificado tira o braço dos cravos para abraçar o amigo fiel.

E o inverso. Se Ario, Nestório, Lutero, Calvino tivessem trabalhado pela verdade e pelo amor de Deus, ficamos a sonhar essa outra cristandade que se teria visto na terra.

Se na história humana acontece que o inocente paga pelo pecador, como diz o provérbio, na história da salvação acontece o contrário e sempre: que o pecador se salva pelo inocente, pela lei do solidarismo cristão, pela união do corpo místico.

Final

“Apesar dos pesares, nós, os últimos Te aguardamos.

Nós Te esperamos, não obstante nossa indignidade e contra toda esperança. E todo o amor que conseguimos extorquir de nossos corações devastados será por Ti, Crucificado, que por nosso amor tens suportado todas as torturas. E que por tua vez nos torturas com toda a força do teu implacável amor” (G. PAPINI, História de Cristo)

 TEOLOGIA DAS REALIDADES CELESTES