Jesus nasceu para ser sacerdote (Hb 10,5). Por ser sacerdote é que nos redime, nos santifica, nos merece a graça e a salvação. Cristo é sacerdote substancialmente; sua ação suprema é sacerdotal: o holocausto no Calvário.

Toda graça de Cristo implica numa consagração sacerdotal.

Não há graça cristã que não seja sacerdotal.

Cristo está rezando missa durante o dia todo, oferecendo-se.

A vítima imita-o. Almas vítimas e sacerdotes, vivam em missa perene com Jesus, numa oblação sempre renovada, doação total, heróica, sem cessar e sem retomar o presente dado. Até ao “aniquilou-se” (Fl 2,7).

O sacerdote não se deve contentar em ser funcionário litúrgico. O Concílio, PO 13, convida-o a um new look de sua missão. “Os presbíteros representam a pessoa de Cristo que se ofereceu com vítima pela santificação dos homens; por isso eles são convidados a “imitar o que fazem”; e, como celebram o mistério da morte do Senhor, procurem mortificar seu corpo abstendo-se dos vícios e concupiscências”. Se todo o povo de Deus é co-vítima na Santa Missa, com maior razão o sacerdote, que é “outro Cristo”.

O sacerdote deve assumir e continuar a missão de Cristo em sua totalidade, sacerdote e vítima da Nova Aliança.

“Os mensageiros de Cristo devem seguir o mesmo caminho de seu Mestre” (Charmot)

Trabalhando na salvação das almas devem usar os mesmos meios que Jesus usou. E entre estes meios, e não em último lugar, encontra-se a cruz.

Jesus ensinou várias vezes que deseja sejam seus apóstolos e discípulos vítimas, holocaustos da redenção.

Convida os filhos de Zebedeu a beber o cálice “que eu vou beber” (Mt 20,22).

No domingo de Ramos declara: “O servidor deve acompanhar o amo” (Jo 12,26), quando o Calvário já estava à vista. Na oração sacerdotal da Quinta-Feira Santa, Jesus reza por eles, “para que sejam santificados, como eu me santifico por eles” (Jo 17,19), alusão a Jo 15,13: “Quem dá a sua vida…”

Santificar

, isto é, consagrar ao culto como holocausto.

O grande teólogo da carta aos Hebreus viu bem o nexo entre as grandes e as pequenas vítimas no culto da Nova Aliança. Entrando no mundo, Cristo oferece seu corpo à disposição da vontade divina (Hb 10,5). “E pela mesma vontade somos nós também santificados, consagrados ao culto pela imolação do Corpo de Jesus Cristo” (Hb 10,10).

Missão sublime. Missão sublime demais para a criatura mortal. Mas o pequeno servidor mantenha-se sempre na sombra do chefe, “porque dele sai um poder” (Lc 6,19).

Somos vítimas por profissão. Sejamos sacerdotes fulltime.

Não esqueças, Jesus rezou por ti (Jo 17).

Ele quer que o sacerdote católico ajude a salvar almas.

Ora, Jesus salva a humanidade, não pelo serviço da Palavra, mas pela morte expiatória na cruz. O sacerdote é vítima de expiação. Deve morrer como o grão de trigo. É consagrado somente ao serviço de Deus. Um objeto consagrado a Deus, fica consagrado para sempre. Por toda a eternidade continua doado ao serviço de Deus. É impossível tornar-se “leigo”. Abandonando sua carreira, ele abandona Cristo.

Teologia das Realidades Celestes

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