3. Jesus salvou o mundo em sua qualidade de Sacerdote, oferecendo a Deus um sacrifício, sendo ele mesmo a vítima. Todos os batizados participam no sacerdócio de Cristo. E a vítima é o mesmo Cristo. Mas como o sacerdócio é participado, assim há também participação na vítima.

E assim sendo, todo o corpo místico de Jesus é vítima. Rm 12,1 afirma que todos os cristão são vítimas de sacrifício.

 E são vítimas de resgate pela salvação dos pecadores todos os consagrados, e eles mais que os leigos, porque eles querem viver o seu compromisso batismal de um modo radical.

A finalidade na vida consagrada é portanto a salvação dos pecadores pelo sacrifício e pela penitência.

A vida monástica e consagrada ao culto de Deus pelos votos evangélicos cria um ambiente favorável à santidade e ao fomento do amor de Deus.

Mas ela deve ser mais, deve ser uma escola de renúncias, de mortificações e de penitências. Ela quer ser um sacrifício contínuo, a fim de prestar desagravo ao Amor Divino desprezado, quer expiar a culpa: quer sofrer a fim de salvar os pecadores.

Lógico que insigne santidade, se elevada ao amor de Deus, deve valorizar o holocausto.

Em confirmação, um texto de Paulo VI (Motu proprio Penitemini, 1968: “A Igreja pede com insistência que todos pratiquem a virtude da penitência ao cumprir os deveres inerentes ao seu estado de vida, ao suportar as tristezas da vida que a acompanha, o trabalho de cada dia, as situações de insegurança que causam angústias.

A renúncia deve ser cumprida de maneira especial pelos sacerdotes que estão marcados pelo caráter de Cristo, e também por aqueles que professam os conselhos evangélicos com o intuito de seguir mais de perto a vida de Nosso Senhor”.

 

7. MARIA SANTÍSSIMA “CO-REDENTORA”

O desvio da humanidade do caminho de Deus iniciou-se com o primeiro homem e com sua companheira, esposa, mãe de todos os filhos de Adão.

A obra de restauração devia-se, pois, processar pelo mesmo modelo. O Novo Adão quis ter ao seu lado como sócia e auxiliadora a Nova Eva.

 Como a primeira Eva cooperou para nossa perdição, assim a segunda Eva devia cooperar para a nossa redenção.

 Como Eva é a mãe de todos os filhos da terra, assim Maria Santíssima é a Mãe de todos os filhos da Deus. Mãe do Primogênito, do Verbo divino feito homem, e depois mãe de todos os seus irmãos menores.

Pela encarnação, o Filho de Deus participou da natureza humana de Maria Santíssima na mais íntima união possível.

Teologia das Realidades Celestes

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