Alguns tópicos:

Os primeiros da fila foram os doze apóstolos de Nosso Senhor, “alegres por terem sido julgados dignos de sofrer pelo nome do Senhor” (Atos 5,41). Segue-se, o arrebatado Paulo de Tarso. Abre a fila dos mártires Inácio de Antioquia, anelante de dar o sangue e vida por Cristo.

Sta. Teresa d’Ávila revela o segredo: “Antes de ter recebido o penhor do Senhor, é bem difícil alegrar-se de ser objeto de desprezo” (Vida 10).

 Fogosa, Ângela de Foligno: “Pedi a graça de derramar meu sangue pelo Senhor como ele fez por mim. Desejei para o meu corpo ainda, tortura maior. E procurei quem me quisesse matar. Mas matar pela fé e amor a Jesus… Depois vi a Santíssima Virgem e São João, e pedi que me dessem as dores de Jesus Cristo. Eles me atenderam. E, aquele dia terrível não esqueço mais”.

 Lutgarda vê o Cristo ensangüentado na cruz: “Veja como eu me ofereço ao Pai pelos pecados dos homens. Faze o mesmo. Oferece-te toda também, por meus pecadores.”

Sta. Margarida Alacoque: “Um amor crucificado quer crucificados de amor”.

Marcelina Pauper: “O amor faz semelhantes. Tu estás sofrendo opróbrios. Suplico-te, ó Jesus, dá-me este sinal, este penhor precioso e garantia de teu amor”. Verônica Giuliani exclama exuberante: “Viva a cruz, viva o sofrimento”.

Maria de Bourg: “Se vendessem sofrimentos na feira, eu iria já fazer compras”.

Matilde de Magdeburg, preocupada com o pensamento que com a morte acaba todo sofrer, apostrofou a Jesus: “Meu bem-amado, tenho sede desta bebida salutar, deste licor de sofrer amando. Desejaria viver até ao último dia”.

Liduvina, doente durante quarenta anos: “Sou feliz. Se bastasse uma Ave-Maria para curar-me, não a rezaria”.

Mas esses são os “grandes” santos. Para nós, arraia miúda, o sofrer é o cumprimento fiel do dever cotidiano, que cada dia traz combustível para o fogo sagrado no altar do holocausto. Nossa contribuição é o tostão da viúva.

É a gota d’água no cálice: sozinha, fica água eternamente; misturada ao sangue de Jesus, torna-se também sangue salvífico. E, quanto ao mais, aguarde ordens do alto.

Rosa de Lima colheu flores e lança-as ao ar, para Jesus. Seu irmão Fernando, pensando ser um jogo, corre: “Vamos ver quem joga mais alto”. Suas flores recaem sobre a terra. As de Rosa ficam penduradas no ar e formam uma cruz bonita.

 Teologia das Realidades Celestes

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