Ângela de Foligno, +1309

“Vinde, ó filhos de Deus, ao pé da cruz e transformai-vos com todo empenho neste Homem-Deus martirizado por nosso amor”.

“Glória e louvor sejam dados a Deus, porque quis dar seu Reino, sua companhia, sua felicidade, aos pobres, aos pequeninos, aos desprezados… Se custasse ouro, prata ou pedras preciosas, a maioria estaria excluída.

Mas fez a nossa vida curta para não desanimarmos na dor…”

“Sede benditos pela mão de meu Pai, vós que partilhastes e chorastes minha Paixão. Vós que lavastes vossas vestimentas no meu sangue.

Sede benditos, vós que fostes achados dignos de vos compadecer de minhas torturas, de minhas ignomínias, de minha pobreza.

 Sede benditos, porque guardastes no fundo do vosso coração a memória da minha paixão. Minha paixão, o único refúgio dos pecadores.

Minha paixão, vida dos mortos! Minha paixão, milagre dos séculos! Ela vos abrirá as portas do reino eterno. Vós, que tivestes piedade de mim, participareis também da minha glória!”

“Benditos sois vós! Pendurado na cruz, eu gritei, chorei, pedi perdão por meus algozes: Pai, perdoai-lhes.

O que darei a vós, que me fizestes companhia, a vós, meus dedicados amigos?

Testamento: “A caridade não se limite a vós, mas se estenda a tudo quanto é criatura humana na terra. Digo-vos, em verdade: minha alma possuía mais Deus quando chorava e lamentava os pecados dos outros do que os seus. O mundo iria rir-se de mim, se dissesse que chorei mais sobre os pecados dos outros do que sobre os meus, porque não crê que isto seja natural. Mas também a caridade que tenho não é deste mundo”…

“Deixo-vos todos os meus bens, bens de Jesus Cristo: pobreza, sofrimento, desprezo e enfim toda a vida de Cristo. Sede benditos por aquela mão que por nosso amor foi pregada na cruz”.

Teologia das Realidades Celestes

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