Matilde de Helfta, +1299

Suas três grandes devoções são: os pecadores as almas do purgatório e o clero. Sofrer é a graça de predileção, pela semelhança que se tem com Jesus: “Aceito as lágrimas derramadas por minha paixão como se alguém tivesse padecido por mim”.

Certa vez, Matilde ouve reboar no firmamento do céu o barulho das disciplinas que as monjas fazem pela salvação do mundo.

Jesus aparece sobre o altar, de braços abertos, sangrando abundantemente por todas as chagas: “Eis que todas as minhas chagas estão abertas a fim de desagravar, por vós, ó Pai”.

Jesus: “Deposita todas as tuas penas em meu coração. Eu lhes darei a perfeição mais absoluta que possa haver: o sofrimento. Confia tuas penas ao Amor… Minha paixão deu frutos infinitos para a terra. Teus sofrimentos, unidos à minha paixão, também darão grande glória aos eleitos, grande mérito aos justos, perdão aos pecadores, alívio às almas do purgatório”.

Jesus: “Eu absorvo em mim os teus sofrimentos e padeço em ti”. “Vamos. Reza pelos míseros pecadores. Eu os resgatei por grande preço, e desejo tanto sua conversão!”

Na comunhão geral da abadia, na festa de Todos os Santos, Jesus dá de presente a cada religiosa a conversão de mil pecadores.

Doente, Matilde aborrece-se com o acúmulo de atenções e alívio por parte das irmãs. Jesus: “Não te perturbes. Sou eu quem, em verdade, suporta o que tu sofres. Assim, os cuidados também me aproveitam”.

Teologia das Realidades Celestes