Crônica de Toess – 1300

As monjas dominicanas sabem que seus “Saltérios” e suas austeridades (da regra e da iniciativa pessoal) cicatrizam as feridas do Cristo padecente.

Gertrudes de Wintertur vê, na sexta-feira santa, o Homem das dores coberto de chagas durante o ofício religioso, e ouve o murmúrio: “Estas preces curam minhas feridas”.

Adelheid de Frauenberg, gravemente doente, vê aparecer ao seu lado o Cristo pregado na cruz. “Suporta com paciência, lhe diz; eu serei sua recompensa eterna”.

Ardendo de desejo do céu, Adelheid pergunta: “Mas quando, Senhor?” – “É preciso que sofras ainda um pouco”.

Ela exclama: “Senhor, rasga minhas mãos, pés, coração, cabeça e todo o meu corpo! E Jesus se ergue de todo curado: “Tu me curaste com tuas lágrimas de amor”.

Margarida de Hunikon, jovem ainda, padece, durante sete anos de cruel doença. Após a morte foi vista ao entrar na glória, em numerosa e luminosa companhia, a de todas as almas que salvou com seu sofrer.

Matilde de Stans sofre com Jesus as cinco chagas.

Sofia de Klingnau sente no coração a espada de dor da Mãe Dolorosa.

Crônica de Colmar – 1300

Monjas dominicanas, na primavera do seu amor por Cristo, dão testemunho:

Benedita de Egisheim sente, após a santa comunhão, o sangue de Jesus qual um rio caudaloso a invadir todo o seu corpo, purificando seu íntimo de todos os vícios.

Matilde de Winzenheim alcança a salvação eterna para dois de seus irmãos que eram piratas, homicidas devassos.

Estefânia Ferrete exilou-se, como vítima, pela conversão de dois irmãos que assassinaram o próprio pai. Passa uma longa vida de doenças. Durante cinqüenta anos não teve nem um dia de alívio.

Herburg de Herkenheim, numa guerra entre dois irmãos, passa a noite em oração e alcançou a mútua reconciliação.

Ana de Wineg, altamente mística, oferece-se todos os anos, na manhã da Páscoa, como “cordeiro pascal”. Oferece todos seus méritos para Deus distribuí-los aos vivos e defuntos, à sua vontade, “holocausto, gratuito e anual”.

Hedwig de Laufenberg vive rezando por Godofredo de Habsburgo, sobrinho e ajudante de ordem do imperador. Apareceu-lhe Jesus de braços abertos, com as cinco chagas. E em cada chaga a imagem de Godofredo.

Adelheide de Sigolsheim sempre se oferece como holocausto voluntário a Nosso Senhor. Sentia-se “cheia de Deus”. A fim de suportar o calor do amor divino, mergulhou no rio gelado, e depois passou a noite inteira no coro “suando”. Não quis tornar-se monja, nem leiga; apenas ajudante da cozinha.

Hedwig de Gebweiler especializa-se em libertar almas do purgatório. Entre elas está o seu irmão, condenado a sofrer até ao fim do mundo.

Teologia das Realidades Celestes

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