Madalena de São José, OCD +1637

Primeira priora carmelita francesa. Em 1622, quinze anos antes da morte, “foi-me revelado que o grau de glória, que me estava predestinado na glória da eternidade, estava atingido, e que podia, se quisesse, sair da terra.

Eu vi que minha vida, daí em diante, seria para os outros não para mim”.

Outra carmelita de Paris ouviu a voz: “É por suas preces que teu filho (morto num duelo) se salvou; pois ela salva as almas aos milhares”.

O sofrimento é algo tão grande que Deus, ao encontrar uma alma disposta a sofrer, revira céus e terra para arranjar um carregamento dessa mercadoria.

A suprema finalidade da vida no convento é indicada por Hb 10,5 (Cristo-vítima). “Ó amor, visto que és tão poderoso, como consegues operar com tão pouco barulho?

Estás sempre tão escondido”.

Maria de Vallés, +1956

Cuidando de um velho sacerdote doente, acamado, este mandou-a assistir à Missa dominical. Maria responde:

“Minha missa é cuidar de vós, enquanto estais precisando de mim”.

Ficou oito dias sem poder dormir de alegria por ter sido injuriada por um religioso.

Certa vez pediu a Nosso Senhor a partilha de bens e haveres dele e dela. Que cada um leve o que é seu.

“Ora essa , respondeu o Filho de Deus, afora de três coisas, tudo é meu.

Teu primeiro apanágio é o “nada” do qual foste tirada.

O segundo é o pecado.

E teus tesouros e riquezas são, em terceiro lugar, a ira de Deus e as penas eternas. Eis o que vós sois e de que os filhos de Adão se podem gloriar”.

Desgraças estão prestes a cair sobre a Igreja, porque há mais justiça entre os soldados do que entre os prelados. E de todas as classes do mundo, são eles que em maior número povoam o inferno.

Poucos são capazes de usar bem das riquezas. Precisa-se de um bom estômago para digeri-las… A maior parte do povo pobre se salva. Não entre a riqueza, poucos homens da justiça (da lei), e poucas entre as belas mulheres se salvam.

A um austero pregador Maria desaconselhou as penitências e jejuns excessivos, à medida que dificultavam a pregação, pois “a abstinência não é boa quando impede um bem público”.

Em 1645, Jesus deu-lhe um veneno e um remédio para matar seu amor próprio e viver só para Deus.

Os ingredientes do remédio: dar, receber e pedir.

1. Dar sua vida humana.

2. Receber a vida divina.

3. E pedir ardentemente e sempre a salvação do próximo.

Teologia das Realidades Celestes

 

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