“A casa dos perfeitos é o Nada. O caminho da perfeição é renunciar-se. Poucos o alcançam. A maioria morre no caminho”.

“Quem és tu? pergunta Jesus, e ele mesmo responde: tu és minha casa de veraneio. És meu castelo. És meu leito nupcial, isto é, a cruz sobre a qual sofro. Revesti-me de tua carne, e por isto, teus sofrimentos têm valor infinito”.

Sendo vítima, ela carrega sobre si todos os pecados do mundo. Sem fé, sem esperança, sem amor, sem consolação… vivendo na morte.

Jesus: “Tu és minha cruz viva, minha cruz na qual estou sofrendo. Com uma diferença: a minha primeira cruz era insensível, enquanto que esta segunda cruz é sensível e eu, insensível”.

Jesus: “Tu és bem atrevida em chamar-me de teu esposo”. Maria de Vallés: “Nada de atrevida; espera um pouco, por favor! Vou mostrar-te como me desposaste. Desposaste-me na cruz. As batidas do martelo eram os violinos das núpcias O fel fazia de vinho no banquete nupcial. As blasfêmias eram as conversações de regozijo, etc. Então, não é verdade que és meu esposo?”

“Os sofrimentos são meu amor e minha vida”. “Nosso Senhor tirou meu coração, e deu-me o seu que está cheio de todos os desprezos, dores e sofrimentos de sua paixão”.

Por duas vezes as chagas de Nosso Senhor apresentaram-se em forma de cinco estrelas, pedindo hospedagem, e Maria de Vallés ofereceu-lhes seu coração. Jesus: “Se estivesses só, teus sofrimentos não teriam valor nenhum. Mas visto que os sofri em ti, têm um valor inestimável”.

Maria: “Meu paraíso são as almas… cada uma é um espelho no qual contemplo a ti. Embora eu seja a última de todas, terei a alegria de todas”.

Jesus: “Mas entre essas há algumas que são piores que o diabo”.

 Maria: “Mesmo que cada uma seja mais fechada e mais endurecida que todos os diabos juntos, eu as converterei a todas, e cantarei o hino de Sta. Inês: “Quod concupivi”… consegui o que desejei. Podes tomar outra esposa… mas eu não irei mudar de esposo, só por isto”.

Ela vira a beleza da alma no momento da criação, antes de contaminar-se pelo pecado original, e comentou: “Não me admiro mais que Deus tenha descido do céu para salvar tão belas criaturas”.

Maria de Vallés: “A paixão é uma Missa, e sofrer é assistir a ela”.

“Há três dilúvios para destruir o pecado. Um dilúvio de água do Pai Eterno. O segundo, do Filho: um dilúvio de sangue. O terceiro, do Espírito Santo, será um dilúvio de fogo”.

Ao rezar “ó Cristo, rei do céu e da terra”, Jesus interrompe bruscamente: “Não da terra. Na terra reina o pecado. Mas logo irei expulsar e destruir este monstro e reinarei em todo o universo”.

Maria Santíssima pede-lhe orações a fim de abreviar o tempo em que os maus pastores devam reinar na Igreja.

Ela há de cantar uma canção tão suave que Jesus esquecerá sua cólera contra os pecadores. Ela vai curar Jesus de suas “iras”.

Foi-lhe dito que se lhe exige só uma palha em pagamento de dez mil sacas de trigo. “Eis como tu aumentas minha glória. Tuas maiores obras e sofrimentos são uma gota d’água lançada no mar imenso da minha glória”.

Teologia das Realidades Celestes

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