Maria da Encarnação, ursulina, +1672

Na idade de trinta e quatro a trinta e cinco anos tem uma visão do Canadá, sem saber nem o nome nem a existência desse país: “Era uma emanação do espírito apostólico, que não era outro senão o espírito de Jesus Cristo… zelo por sua glória, a fim de que fosse conhecido e adorado por todas as nações…

O espírito de Jesus levava-me em pensamento às Índias, ao Japão, à América, ao Oriente, ao Ocidente, por toda a terra habitada.

Eu via, por uma certeza interior, o demônio triunfar nessas pobres almas… que ele arrancava do poder de Jesus Cristo, que as tem resgatado com seu precioso sangue.

A essa vista, entrei em ciúme; abraçava todas essas pobres almas e apresentava-as ao Pai Eterno, dizendo-lhe que já era tempo de fazer justiça em favor de meu esposo.

Que ele bem sabia ter-lhe prometido todas as nações em herança.

Tanto mais que ele tinha satisfeito com seu sangue por todos os pecados da humanidade.. Em espírito eu deambulava naquelas grandes vastidões e acompanhava os operários do evangelho”…

“Ó Pai, por que estás demorando? Há tanto tempo que meu bem-amado derramou seu sangue! Agora, eu solicito, no interesse de meu esposo, que cumpras a tua palavra, ó Pai, pois lhe tens prometido todas as nações”.

“Eu via que o Pai Eterno gostava das minhas demandas em causa tão justa; mas que faltava alguma coisa que ele queria de mim para atender-me”… “Pede pelo coração de meu Jesus, meu tão amável Filho. Por ele eu te atenderei”.

“Ó Jesus, tu sabes de quantas almas me encarreguei para apresentar todos os dias ao teu Pai sobre o altar de teu Coração divino. Trata, pois, dos meus negócios”.

Teologia das Realidades Celestes

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