Certa ocasião, em troca da cura de uma doente, Jesus exige os seguintes três pontos que Margarida aceita sem recusar: um cargo no convento, ir à sala de visitas, escrever cartas. São penitências apenas para os santos.

Para nós outros… nem é preciso mandar.

Apareceu-lhe São Francisco de Sales e disse: “Uma verdadeira filha da Visitação deve ser como Jesus Cristo, uma hóstia viva”.

 E Sta. Joana de Chantal confirma: “As filhas da Visitação devem alegrar-se apenas na cruz, e gloriar-se somente nas humilhações. A sua vitória está unicamente na cruz”.

Margarida vê uma grande cruz coberta de flores.

 Jesus: “Eis o leito nupcial das minhas esposas. Pouco a pouco caem as flores e restam só os espinhos encobertos por elas”.

“Estou procurando uma vítima para meu coração, a qual se deixe sacrificar como hóstia de imolação”.

Margarida escusa-se como indigna de tal escolha. Jesus: “Mas é por isto que te escolhi”.

Uma visão da Santíssima Trindade: Deus Pai apresenta-lhe uma cruz pesada, toda crivada de espinhos, acompanhada dos demais instrumentos da Paixão.

“Vê, minha filha! Asseguro-te: Eu fiz este presente ao meu Filho bem-amado. Faço a ti o mesmo”.

Jesus intervém: “Eu mesmo te pregarei nela, da maneira como eu fui pregado, e te farei fiel companhia”.

O Espírito Santo acrescentou: “Eu, que sou só amor, te consumirei purificando-te”.

Hora santa: “Todas as quintas-feiras, das onze às doze horas da noite, far-te-ei participar da minha tristeza mortal no Jardim das Oliveiras.

 Quero que rezes durante essa hora com o rosto no chão, tanto para aplacar a cólera divina, pedindo misericórdia pelos pecadores, como para suavizar um pouco a amargura que senti pelo abandono dos apóstolos.

Durante essa hora tu farás o que te direi. Foi aí que sofri mais que em todo o resto da minha Paixão, por ver-me num abandono total do céu e da terra.

Carregado de todos os pecados de todos os homens, apareci perante a santidade de Deus que, sem consideração por minha inocência, me castigou em sua ira, fazendo-me beber o cálice que continha todo o fel e amargura de sua justa indignação.

Como se estivesse esquecido de ser meu Pai, para sacrificar-me à sua justa cólera. Criatura alguma é capaz de compreender a grandeza dos tormentos que então sofri”.

Margarida foi sempre perseguida pelo demônio, sofrendo todas as tentações humanas, com exceção da pureza, até que um dia a superiora mandou que representasse o rei da França diante do Santíssimo Sacramento.

“Estando lá, senti-me tão fortemente atacada pelas tentações mas abomináveis de pureza que me pareceu estar já no inferno. Durou várias horas, até a superiora suspender a ordem, substituindo-me por uma boa religiosa. E logo cessaram minhas penas”.

Ignoramos se Margarida teve a felicidade de ver o início da devoção ao Sagrado Coração. Em 1690 declarou:

“Neste ano vou morrer, porque não estou mais sofrendo nada”.

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