João B. Vianey, Cura D’Ars, +1859

A um sacerdote, que se queixava de não poder transformar o coração dos seus paroquianos, o santo desenvolve todo um programa de apostolado, full-time, numa linguagem ardente:

“Mas fez tudo o que podia? Rezou? Chorou? Gemeu? Suspirou? Jejuou? Fez vigílias? Dormiu em cama dura? Duplicou as disciplinas?

 Enquanto não chegou a isto, não pense ter feito tudo” (Espírito do Cura D’Ars)

Na Santa Missa costumava rezar: “Pai Eterno, dai-me a alma daquele pecador e eu te dou em troca a alma de teu Filho”.

“Quase somos mais felizes do que os habitantes do céu, porque eles só podem gozar os juros, enquanto nós ainda podemos aumentar o capital… sofrendo”.

“Se as pessoas soubessem quanto valem as cruzes, elas iriam roubá-las”.

Emília Schneider, +1859

“Eis como me ferem os meus com seu amor comedido, frio. Se queres, podes curar-me estas feridas.” “Este amor que viste, quase não é conhecido, e menos ainda é correspondido. Mas tu que o ames e o faças conhecido”.

“Sabes quão grande é meu desejo de manifestar intimamente este meu amor já nesta vida, e comunicar-lhes este amor em abundância”.

“Nunca teria acreditado, se não o tivesse experimentado, quão grande é o sofrimento de não ter sofrimento”…

“Continuo a ter grande desejo de sofrer.” Jesus: “Teu desejo será saciado. Mas não tremas. Estou ao teu lado”.

Jesus mostra-lhe seu Coração chagado e diz-lhe com suave tristeza: “Muitas almas lamentam minhas dores, mas poucas, muito poucas querem sofrer comigo…

Vou dizer-te quais as almas que me causam maior prazer, e com as quais eu me comunico de modo mais íntimo.

São as almas mais abnegadas, a rezar silenciosamente aos meus pés. Mas poucos entendem isto”.

Rezando e suplicando pela multidão que vive no erro, aparece-lhe Jesus mostrando as santas chagas: “Eis as fontes de todas as graças. Sacia aqui teu desejo. E tira daqui por aqueles que não podem. E conduze as almas a estas fontes da vida”.

“Agora eu tenho receio de ouvir a palavra chaga; fico tão comovida que mal consigo escondê-lo”.

“Vi na Santa Missa como Jesus se oferece por nós ao Pai… vi como as partes que cada alma recebe deste sacrifício são diferentes… de acordo com a disposição”.

“Sofro ao ver que o amor inefável não é correspondido ou o é tão pouco! Implorei o aumento deste amor nos corações humanos”.

 Jesus responde-me: “Eles mesmos não querem; mas não deixes de rezar por todos”. “Olha mais meu amor que tua nulidade. De ti nada mais deve ficar; deves cessar de existir”… “Senti que havia um só Deus em mim’.

“Esta fonte da qual tu provaste uma gota (coração de Jesus) está aberta para todos. Mas eles não se aproximam. Tira para ti e para eles”.

Teologia das Realidades Celestes

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