Beatriz Schumann, +1887

Jesus aparece-lhe coroado de espinhos, tendo na mão outra coroa menor, procurando candidatos.

Ela vê uma tríplice coroação: logo depois da flagelação, depois da sentença de Pilatos ao revestir a túnica, e no Calvário ao tirar a túnica. Vê com freqüência a Santa Face, a cabeça coroada de espinhos e ensangüentada, implorando compaixão e participação no sofrimento.

No cárcere, os verdugos furam a língua de Jesus com um prego recurvo, deixando-o até de madrugada.

Maria Brotee, +1888

Jesus pede-lhe penitências corporais: para começar, duas disciplinas ao dia, reforçadas com alfinetes. Uma veste, guarnecida de alfinetes, para revestir o tronco; o primeiro modelo, tipo escapulário, fora recusado por Jesus.

Maria protesta: “Mas eu não agüento mais isto”.

Jesus: “É verdade; mas apoia-te em mim e não em ti”. Uma coroa de espinhos, feita de alfinetes, “a ser usada constantemente”.

Rezar a via-sacra todas as noites, carregando no ombro uma cruz pesada de ferro. De nunca se deitar na cama, nem de noite.

“Para tudo, busca força em meu coração”.

Jesus, em seguida, a faz participar de seus próprios padecimentos. “Minha filha, venho visitar-te porque te amo. O amor prova-se pelo sofrimento. Eu sofri por ti. É justo que tu sofras por mim. Teus sofrimentos ganham grande valor por sua missão e união com os meus. Eu os distribuo como quero pelas almas”.

“A semana santa é uma semana de dor, mas é dor de amor… Como desejo sofrer os sofrimentos de Jesus!…

Jesus procura almas que queiram servi-lo não só na alegria, mas nos sofrimentos, nas humilhações, nas ignomínias.

Almas que queiram segui-lo em tudo. Tais almas é que ele procura, que ele ama.”

“Filha da cruz, sobe na cruz, pois ficarás pregada nela até que eu mande descer. E se eu quero deixar-te até à morte, ficarás. Não me peças mais para descer; é inútil. Quando pedi ao meu Pai que afastasse este cálice de mim, respondeu-me que não.

 Eu também te digo não.

E todavia, eu te amo muito. Mais do que tu pensas. Porque te amo, por isso é que trato desta maneira…”

“É a ti que confio as almas de teus irmãos. Tu és a responsável pelos teus irmãos… As almas atormentamse, não se apóiam suficientemente em meu amor. Preocupam-se demasiadamente consigo mesmas, e não o suficiente com a alma de seus irmãos.

Que elas me apresentem seus irmãos, e depois coloquem-se ao meu dispor, irrestritamente. Feliz quem compreende isto e o pratica”.

Vendo o sofrimento angustiado de Jesus no mundo de hoje, Maria exclamou: “Quanto tempo vai durar isto?”

Jesus: “Para mim vai durar até ao fim do mundo. Para ti terminará e será substituído pela glória”.

Teologia das Realidades Celestes