Míriam de Abellin – Profética

Prediz a morte de Pio IX e assiste a sua entrada na glória. Vê Leão XIII rezando no conclave para Deus lhe poupar esta cruz… aponta outros mais dignos… Mas Nosso Senhor põe-lhe as mãos sobre a cabeça e lhe diz: “É tua vez”.

A França será a rainha das nações. “Ela empenhou-se demais em prol das missões”.

Extática – Provavelmente desde a infância. Nos anos de 1873 a 1878 os êxtases são diários e duram horas. Também durante o trabalho, na cozinha, na lavanderia. Em Belém, levitações. Trabalhadeira incansável, lamentava que o sono vinha nas horas mais inoportunas, atrapalhando a oração e o trabalho. Nossa Senhora, vestida do hábito carmelita, ajuda-a a lavar a enfermaria em dois tempos.

Míriam pergunta à auxiliar pelo nome. “Chamo-me “Maria bem-amada”, porque Jesus não ama ninguém tanto quanto a mim, e porque ninguém ama Jesus como eu o amo”.

Em 1869, Jesus aparece-lhe diante do sacrário: “Teu coração ainda não está bastante vazio, bastante desapegado”.

No mesmo ano ela gorjeia durante um êxtase: “Se ele me prometer preservar-me de todo o pecado, então aceitarei todos os sofrimentos”.

Exclama num êxtase: “Ó madre Teresa (d’Ávila), Jesus feriu-me o coração”.

A autópsia mostrou ferida no lado e no coração. Certo dia exclama: “Não agüento mais. O amor me queima, me consome, me “frita”.

1873. A Madre, após as matinas, encontra-a em êxtase na cela: “Madre, o mundo todo dorme. E Deus, tão cheio de bondade, tão grande, tão digno de louvor, ninguém pensa nele. Vê! A natureza louva-o; o céu, as estrelas, as árvores, as plantas, todos o louvam. Só o homem, que tem conhecimento, que devia louvá-Lo, dorme. Vamos, vamos acordar o mundo!”

O texto seguinte também é um murmúrio extático:

“Quando virdes um rasgo no hábito de outra irmã, não o rasgueis ainda mais, mas cortai um pedaço do vosso hábito para consertá-Io. Repito: rasgai vosso próprio hábito para cobrir o próximo. Jesus vestir-vos-á com a veste nupcial”.

Mortificada – Nunca, nem quando no mundo, fazia mortificações sem autorização do confessor. Jejuou um ano a pão e água, em Alexandria. Outro ano em Marselha; durante seis meses em Mangalore. Três quaresmas a pão e água: em 1867, 1869, 1870. Mais uma quaresma em Belém, em 1875. Usa cilício como toda carmelita, e ainda alguns a mais, a pedido de Jesus. Oferece estes rigorosos jejuns e penitências pela Igreja, pelos pecadores.

Estigmatizada – Todos os cristãos devem tornar-se semelhantes ao Filho de Deus pela graça santificante. Alguns também pela semelhança física, pelos estigmas da Paixão.

Ainda postulante na congregação de São José, aparece-lhe Jesus com as chagas sangrando, dizendo a Maria Santíssima, ajoelhada aos seus pés: “Como meu Pai está sendo ofendido”. Míriam corre para a frente e ajoelha-se no altar ao lado de Maria Santíssima.

Colocando a mão na chaga do coração de Jesus, suplica: “Ó Salvador, dai estes sofrimentos a mim e misericórdia aos pecadores”. Saindo do êxtase, Míriam sente forte dor no lado externo, e da ferida aberta sai sangue em abundância.

 A ferida ficou até a morte e parece que a dor se renovava cada sexta-feira. As demais chagas e a coroa de espinhos apareceram durante quatro períodos.

Recebe a graça da crucifixão também por quatro vezes.

Monologando, em alta voz, na embriaguez do êxtase, Míriam canta: “Aqueles que lhe dizem: faze de mim o que quiser, recebem uma aliança… Quando Deus nos criou, deixou-nos a liberdade. Agora, quem lhe dá sua liberdade recebe um anel… uma aliança de esposa”.

Outro aviso extático: “Não é a penitência que é mais agradável a Deus, mas a morte à nossa vontade própria”.

Teologia das Realidades Celestes

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