Maria Deluil-Martigny, +1884

Morre mártir pelo punhal de um anarquista. Recomenda-nos oferecer ao Pai Jesus e todo seu sangue, e convida suas filhas (e a nós) a derramar-nos como a gota d’água todas as manhãs no cálice da Santa Missa, a fim de que nossos humildes e insignificantes sacrifícios se unam ao sacrifício do Redentor, e dele recebam valor redentor.

Disse-lhe Jesus: “Eu não sou conhecido. Não sou amado. Sou um tesouro não desejado. Quero formar almas que me compreendam. Sou uma torrente a transbordar.

Quero criar almas que recebam as torrentes de meu amor… Nada me deterá. Nem Satanás, nem a indignidade das almas. Farei vítimas. Tenho sede de almas que me apreciem. Sou ultrajado, profanado.

Antes que os tempos se acabem, quero ser indenizado de todos os ultrajes que recebi. Quero derramar as graças, todas as graças que foram recusadas”…

Sabina de Ségur, +1888

Jesus: “Minha filha, estamos desposados. Tu estás em teu leito. Sofres e não consegues rezar. E eu estou na Eucaristia; rezo e não posso mais sofrer”…

“Tu sofres por mim. Eu rezo por ti. Assim, a dois, fazemos a nossa tarefa”.

Clément Roux, +1892

Jesus: “Assinalei-te como homem da dor e da oração, para que tua caridade se exercite sofrendo e rezando por teus irmãos. Carregas tua cruz comigo. Quanto mais pesada tua cruz, tanto mais eu glorifico meu Pai em ti”.

Clara Moes, +1893

É destinada pela Providência a fazer reflorescer na França a Ordem dominicana através de suas orações e penitências.

Embora natural de Luxemburgo, nunca tinha visto, nem em pintura, um dominicano. Por doze anos foi seu confessor um redentorista. Desde a infância convive com os santos Anjos. Primeira confissão aos seis anos, junto com o voto de perpétua virgindade. Jejum quase continuo.

“Quero que tua força seja sobrenatural”, Jesus lhe diz. Freqüentes vigílias noturnas. Desde 1850 só uma hora de sono por noite.

Irmã de caridade das almas do Purgatório. Elas lhe pedem o oferecimento do Precioso Sangue, do terço, da santa missa e santa comunhão. Elas acompanham Clara até ao portão da Igreja, mas não podem entrar; só depois de duas semanas de Purgatório.

 Há numerosas almas na porta da Igreja: por terem descuidado da santa missa ficam à espera por cinqüenta, sessenta, setenta anos.

 Anexo

Obsessão diabólica como tempero e mirra mística.

Participação da Paixão de Jesus por visões e por sofrimentos físicos. A partir de 1865, flagelação durante a quaresma. Chaga do coração, em 1860. Chagas das mãos e pés, no mesmo ano. Em 1870, chaga no ombro direito. Em 1875, chaga do ombro esquerdo. Durante vinte e oito anos padece em todas as sextas-feiras da quaresma, as dores da Paixão de um modo cruento.

“Julgo ser o sofrimento a maior graça que Deus me deu”. “Pudesse escolher entre sofrimento e graça místicas, escolheria imediatamente o sofrimento. Passando algum tempo sem sofrer, julguei estar repudiada por Jesus.

Peço sempre a Nosso Senhor não deixar-me nenhum dia sem sofrer”.

Sta. Rosa de Lima diz-lhe em 1870: “Só a oração penitente e perseverante salva o mundo”.

Teologia das Realidades Celestes

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