“Não escolhi uma vida austera para expiar as minhas faltas, mas as faltas dos outros” (Carta, 220). Suas próprias faltas Teresinha joga-as no braseiro do amor (Vida, 326).

“O medo da morte para expiar meus pecados? Estes temores oferecerei pelos pecadores. Para mim, a única coisa que me purifica, é o fogo do amor divino(Conselhos, 190).

“Ó Jesus, consumo vosso holocausto no fogo de vosso amor… Este amor penetra-me… purifica minha alma, não deixando nela traço algum de pecado:

Não posso temer o purgatório… o fogo do amor é mais santificante que o do purgatório” (Vida, 227).

Quando se falava da fundação de um Carmelo em Hanoi e Teresinha já fora marcada par o projeto: “Tenho certeza que eu não prestaria serviço algum, mas iria sofrer e amar. E é isto que conta a seus olhos” (Nov. Verba, 15V).

Recolhemos ainda alguns textos do epistolário: “Não quero que Jesus sofra desgosto no dia do meu noivado (vestição). Queria converter todos os pecadores e salvar todas as almas do purgatório!… Sei que isto é uma loucura, mas eu bem queria que fosse assim; para que Jesus não tivesse nenhuma lágrima a derramar” (Cartas, 51).

“Tudo me cansa; tudo me aborrece. Encontro só uma alegria, a de sofrer por Jesus. Mas esta alegria não sentida, ultrapassa tudo” (Carta, 61).

“Ó Celina, eu sinto que Jesus nos pede, a nós duas, de matar-Ihe a sede dando-lhe almas… Ele nos mendiga almas… Ele exige tio somente um olhar, um gemido: mas um olhar e um suspiro que sejam para ele só” (Carta, 74).

“Não guardo nada. Tudo o que tenho, tudo quanto ganho, é totalmente para a Igreja e para as almas. E se viver ainda oitenta anos, sempre serei pobre” (Nov. Verba, 12/VIII).

“Então queres, ainda, mais méritos?” “Sim, mas não para mim, para os pobres pecadores, pelas necessidades da Igreja, para derramar rosas sobre o mundo todo, justos e pecadores” (Nov. Verba. 18/VIII).

“Viver de amor é enxugar teu rosto e implorar perdão pelas almas dos pecadores” (Poesia).

Um meio insigne de expiação, de singular eficiência, é a privação de consolo espiritual. Mais fácil candidatar-se, concorrência aberta. Mais numerosos os contribuintes.

“No noviciado a aridez era meu pão cotidiano” (Vida, 201).

“Passei o retiro de profissão na mais perfeita aridez.

Jesus dormia na barquinha. Vejo que raramente as almas o deixam dormir tranqüilamente nelas” (Vida, 216.

“Não penses que eu nade em consolações. Minha consolação é não ter nenhuma na terra” (236).

A santa exclama com vivacidade: “Nós devemos consolar a Jesus, não ele a nós” (Conselhos).

“Se soubesses como é grande minha alegria de não ter nenhuma: para dar gosto a Jesus” (Cartas,54).

“Não me espanta que não tenhas consolação, porque Jesus é tão pouco consolado que se sente feliz de encontrar uma alma na qual possa repousar sem fazer cerimônias” (Cartas, 82).

Inaudita a sede de sofrer que ardia no coração de Sta. Teresinha desde aos 14 anos de idade. Ela declarou que nunca pediu a Jesus sofrimentos, deixando isto aos cuidados dele. Mas nutria desejo e firme confiança de receber esta “maior” graça do seu bem-amado.

 Teologia das Realidades Celestes

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