Gertrudes Maria, +1908

Jesus: “Uma alma que me ama de verdade nunca julga sofrer demais por mim”. “O que mais me glorifica é não deixar nem que desconfiem que sofres”.

“Ó Jesus, converte os pobres pecadores”… Jesus: “Eles não querem. Não posso forçá-Ios a amar-me”.

Jesus: “Queres tudo o que eu quero para ti?’ Apesar do medo (pois sei quais os presentes que Jesus faz aos

seus amigos) respondi: ‘Se tu me prometes teu amor, então, sim”. Jesus: “Posso escrever?” “Sim, Jesus, escreve”.

E abrindo seu Coração escreveu na primeira página deste livro sagrado: “Minha esposa compromete-se a viver na mortificação, no sofrimento, na humilhação, na pobreza, no desprezo, no abandono.

Na segunda página, o divino Mestre escreveu: Em troca eu me comprometo a sustentar minha esposa com minha graça, graça nem sempre sensível, mas forte; e comprometo me a dar-lhe meu amor”.

Rezando pelas almas e sua conversão, Gertrudes ouve… “São ingratas como tu”.

Jesus: “É tua tarefa reparar todos os pecados cometidos no ano de 1904. Aceitas?.. Constituo-te, vítima reparadora.

Tu és a vítima da minha escolha”.

“Sinto-me inútil… Mas posso sofrer e amar. Para estas duas coisas não se requer nem talento nem saúde.

Mesmo não tendo nada posso glorificar a Deus e salvar almas. Para ser vítima requer-se o grande e o único talento do amor. E este, Jesus mo dará”.

Jesus: “Quero associar-te à minha paixão (quinta-feira santa). Durante o dia todo (da sexta-feira santa) estive mergulhada numa aridez e desolação tais como nunca tinha experimentado. Meu coração era mais frio que o dos algozes.

Quisera compadecer-me das dores do meu Salvador, mas fui incapaz. Quis rezar, mas uma força irresistível mantinha-me afastada do crucificado. Um desgosto que me fez largar tudo. Estava numa insensibilidade que não tem nome”.

Jesus: “Não te quero santa pela metade. Quero-te uma santa perfeita”.

Jesus traz nas mãos uma coroa de espinhos e outra de ouro. “Se morreres hoje, como pede teu desejo, não me tiras a coroa de espinhos. Se ainda ficas na terra para sofrer, então tu me dás a coroa de ouro. Estabeleces-me rei das almas. Assim, tu me dás súditos dos quais sereis rei”.

“É para valer que tu te ofereces? Queres mesmo sofrer?”

“Não deves dizer que sofres e nem mostrar. Nem deixar suspeitar. Deves sofrer tão alegremente, que nem

sequer se lembrem de perguntar pela tua saúde. Esquecer-te e fazer todo o possível para ficar esquecida” .

“Minha filha, queres dar-me hospedagem? Sou expulso de toda parte”.

“Rodeia teu coração de uma sebe de espinhos” (pequeninos espinhos que são os sacrifícios e renúncias).

“Que valor teriam tuas reparações se estivessem sós?”

Teologia das Realidades Celestes

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