Gertrudes Maria

“Meu Coração está saturado de desaforos. Não agüento mais!” “Somos dois. Não estás sozinha a rezar e a sofrer. Sou eu que dou valor a tudo o que fazes por mim”.

Gertrudes: “Pelo dia todo tive a felicidade de sofrer” .

Jesus: “Vem comigo! Vou percorrer o mundo inteiro. Bato à porta de todos os corações. A maioria não me dá entrada. Vem, acompanha-me por toda a parte. Quando eu bato, tu rezas. Quando sou rejeitado, tu me consolas…

Durante o dia todo visitamos o mundo. Com Jesus, vai-se depressa” .

Gertrudes: “Devo ser uma alma de oração”. “E de sacrifício”, completou Jesus depressa.

Jesus: “Tenho meus amigos no céu e na terra. São meus verdadeiros amigos os que sofrem muito por meu amor. Queres consolar-me? Podes fazê-lo: toma as dores da minha Paixão. E eu te consolarei no céu”.

Deus: “Diversas vezes já estive a ponto de castigar meu povo, mas vendo meus santos não posso mais punir”

.

“Minha Paixão fica e ficará sempre um mistério. Os homens jamais compreenderão tudo o que sofri por eles”

“Dizes que queres sofrer comigo. Dize que queres consolar-me”. “Recusando sofrer, recusas graças de escol”.

“Se meditasses todos os dias a minha Paixão, terias menos pavor dos sofrimentos”.

“Ofereço-te o cálice (da Paixão), porque te amo com amor especial. Se recusas, dá-lo-ei a outra alma menos querida para que o aceite”.

“Senti gotas de sangue borbulhar da hóstia na boca”.

Jesus: “Aí tens com que satisfazer a justiça divina por aquela alma; com que impedir o pecado mortal… Toma meu Sangue”.

“Vem, apresenta-te comigo perante o Pai. Vamos pedir misericórdia pelos pecadores… Gertrudes sugere: Jesus, seríamos três se a Virgem Santíssima viesse junto. Concordas?”,

“Meu amor transborda. As almas abandonam-me.

Então, indenizo-me junto das almas fiéis. Oh! não se conhece, não se compreende meu amor pelos pequenos e fracos! Oh! quanto amo estas almas simples que só pensam em agradar-me”.

“Sempre sorrir ao sofrimento”.

“Filha, vamos beber no mesmo cálice… de tristeza, angústia, dor. Bebamos e embriaguemo-nos”.

“É preciso rezar, sofrer, amar. Rezar para consolar-me do esquecimento, da indiferença e da ingratidão dos homens. Sofrer para reparar, para remediar a esta desmoralização do povo. Amar para consolar meu Coração do ódio de seus filhos”.

“É preciso que do altar de teu coração suba sem cessar a chama do holocausto”. “Tu que convives com as pessoas divinas, não deves mais calcular; não deves mais hesitar entre o que custa e o que não custa. Deve ser tudo igual para ti”.

“Minha bem-amada, vivamos de silêncio e de amor”. (LEGUEU, Une mystique de nos jours, 1912)

Teologia das Realidades Celestes

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