Maria Âmbela, Lisieux, +1909

Um sonho: coroas de flores caindo do céu e juncando o chão… E surge novo quadro: homens, destinatários dessas coroas celestes, passeiam pelo prado, alguns não praticantes. Ângela reconhece-os e, olhando o céu estrelado, vê o “T” de Sta. Teresinha. Está feito o programa e até assinado: “T”, vítima da Legião.

Presa e surpreendida pela Santíssima Trindade, ouve distintamente as palavras: “Nós precisamos de ti”.

 “Que convite gentil, delicado, humilde, partindo do Sumo Deus! Confunde a gente”… O confessor interpretou: “Precisamos de uma vítima expiatória. Mas Deus primeiro sente necessidade de almas nas quais possa derramar seu amor-vítima”.

“Considerando o Carmelo no seio da Igreja, nós somos o amor, como disse Teresinha. Se nós não estivéssemos aí, o amor se extinguiria na Igreja, os mártires recusariam derramar o seu sangue; os apóstolos reacusariam anunciar o evangelho”.

“Nossa Madre, Sta. Teresa d’Ávila garante-me: Nosso Senhor está hoje tão disposto a dar estas grandes graças como outrora. Mais até, porque o número de pessoas que vivem só para a sua glória hoje é menor. Mais do que nunca tem ele necessidade de almas que queiram receber seus favores. Infelizmente, nós nos amamos demais.

Há em nós um excesso de prudência para não perdermos nossos direitos”.

Carlos de Foucauld, +1916

Pensa que deve morrer mártir, espoliado de tudo, prostrado por terra, nu, irreconhecível, coberto de sangue e feridas… e deseja que isto seja hoje. “Para merecer essa graça infinita, sê fiel em rezar e em carregar a cruz.

Considera que para esta morte deve convergir toda a tua vida. Vê por esta razão a pouca importância de muitas coisas. Pensa muitas vezes nessa morte.” Assassinado em 1916.

“Não foi por suas palavras divinas, nem por seus milagres, nem por seus benefícios que Jesus salvou o mundo: foi por sua cruz”.

“Na hora do seu maior aniquilamento, na hora de sua morte é que Jesus fez o maior bem ao mundo. Pede pois a Jesus que eu ame realmente a cruz, porque ela é indispensável para fazer bem às almas”.

Teologia das Realidades Celestes

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