Maria Fidelis Weiss, franciscana, +1923

Natal de 1917. Jesus diz: “Tenho sede de almas que saibam amar-me como quero ser amado. Queres dar-me o consolo de aceitar sofrimentos pelas almas? Queres deixar-te consumir como holocausto do meu amor até morrer? De tua parte só quero o abandono, a entrega; tudo o mais eu mesmo o farei”.

22.3.18: “Não foi visão. Mas se eu pudesse mostrar o que é o pecado, como eu o vi em espírito!”

Festa do Sagrado Coração, 1918: Jesus deixou-a escolher entre ir, no mesmo dia, diretamente para o céu ou continuar vivendo e sofrer pela salvação eterna das almas.

Natal de 1918: Jesus repete a proposta, mas é recusada.

Maria Fidelis prefere sofrer pelos pecadores. E Jesus sugeriu se oferecesse como vitima por voto formal, aceitando todos os sofrimentos, concordando com a privação de todas as consolações. “Só com a ajuda de Jesus, explicou ela mais tarde, porque é difícil, muito difícil” .

Fevereiro de 1920: Jesus quer uma hora por dia de desagravo pelas almas consagradas que entregam o seu coração à tirania do egoísmo… “Para suprir as falhas de fervor de tantas almas medíocres”. Depois Jesus pede uma segunda hora de oração e desagravo pelos sacerdotes, a fim de que sejam homens interiores e de oração.

“Jesus mostrou-me quanto bem resultaria para as almas, e até para as de um povo todo, se eles fossem também homens espirituais”.

“Vejo tudo na cruz, cheio de amor, e vejo nos corações humanos tanta maldade, tanta perdição e tantos pecados!

Vejo com clareza: Jesus está precisando de vitimas.

Então ele poderá derramar toda a sua misericórdia.

Mas há tão poucas almas que o amam deveras! Quando lhes põe a cruz sobre os ombros, elas se retraem”.

Jesus em 6.7.20: “Tenho sede de almas sacrificadas. Quero derramar o excesso de meu amor sobre o mundo para salvá-Io; mas as almas vitimas mo devem pagar. Eu amo as almas e amo também os maiores pecadores.

Nenhum pecador é grande demais, nenhuma alma miserável demais para deixar de atrai-los a mim dando-lhes o perdão e as maiores graças”.

Jesus em 2.12.20: “Tenho sede de almas. Uni teu sofrimento ao meu sacrifício na cruz, do qual recebe seu

valor. Mas deixa sempre à minha escolha a aplicação do fruto do teu sofrimento. Eu sou o Senhor! E eu sei distribuir tudo melhor. Eu acompanho os pecadores com paciência, até a hora da morte, quando mais necessitam da minha misericórdia, pois eu os amo”.

Teologia das Realidades Celestes