Zelo Apostólico

“Oh! se pudesse doar minha vida pela salvação das almas imortais. Agora que Jesus me mostrou uma alma no estado de pecado mortal, e outra no estado de pecado venial, sofro um martírio por saber que tantos não o amam, que tantos se perdem”.

Carnaval de 1920: “Não posso tolerar que o inferno obtenha maior lucro do que meu Jesus. Não! A maldade não pode ser mais abundante que o amor, o meu amor por Jesus!”

Novembro de 1921: “Nunca senti tanto ímpeto de atividade como agora; mas não externa, e sim, interna, pelas almas”.

A dor pelos pecados

A dor pelos pecados a faz verter lágrimas. De um modo especial, de um modo místico foi torturada por pensamentos e fantasias impuras, durante horas contínuas:

“Mais fácil seria, dizia ela certa vez, deixar-me crucificar do que suportar as tentações impuras. Todo o meu intimo aborrece tanto estas tentações, porque sempre vejo a santidade de Deus. Sinto que as tentações impuras não são para minha purificação, mas para a expiação de outras almas… Já aos dezesseis anos, Jesus fez-me saber que nunca mais ficaria livre dessas tentações” (expiatórias).

Como Sta. Teresinha, tem de sentar à mesa dos ímpios, submetida às violentas tentações contra a fé, sentindo ódio contra Deus, desespero da salvação. Começa a recitar o Credo e torna-se incapaz de terminá-lo.

Em 11.8.18 Jesus pede um “Credo” e cinqüenta vezes “Ó Maria, concebida sem pecado…” diariamente até ao dia 15 do mês, pela salvação de três pecadores.

Mas além das orações, o Mefisto se encarregou de maltratar a suplicante a valer.

Pelos moribundos

29.10.17: Maria Fidelis passa das sete às onze horas, portanto quatro horas de agonia mortal, com horríveis tentações de blasfêmias.

13.6.18: Sente-se impelida a confessar-se por um moribundo impenitente.

9.7.19: “Desde as onze horas vivo em angústias e tentada pelo desespero. Sinto como uma agonia de morte. Tenho a impressão que isso vai durar o dia todo”. Às oito da noite recorre de novo ao sacerdote, balbuciando com desespero: “Será que Jesus me perdoa? Será que ainda há misericórdia para mim? Cometi tantos pecados.

Será que Deus perdoou tudo? Os pecados grandes também?

Sinto-me impelida a recitar o Credo, sem o conseguir”.

Às nove horas, novo combate. Às dez, tudo terminou.

O tempo da luta era desigual. Horas, dias, às vezes vários dias. Ela ignorava nomes. Nunca lhe foram comunicados por Deus.

Teologia das Realidades Celestes

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