Itinerário

“Sacrifico-me como vitima de amor. Quero que tu também sejas vítima. O amor não recusa nada”.

“Este grande cravo (que atravessa meu coração) é a frieza das minhas esposas… Abrasa-me de amor e consola meu coração”.

“Sinto loucuras de amor por ti, Jesus”. “Eu também tenho loucura de amor por ti, Josefa” .

“Eu tinha seis espinhos. Tu me tiraste cinco. Ficou um só; aquele que mais dói… Não venho para consolar-te, mas para unir-te ao meu sofrimento. Arranca-me este espinho.

Esta alma está no ponto de provocar a justiça”.

Maria Santíssima: “Filha, tu deves sofrer para dar almas ao meu Filho”.

“Perdôo-te tudo. És o preço do meu Sangue… Quero servir-me de ti para salvar muitas almas que tão caro me custaram. Não me recuses nada. Veja quanto te amo”.

“Se aceitas, faço-te minha encarregada das almas… com teus sacrifícios e teu amor”.

“Estou tão só”. “Não, Jesus, eu estou aqui contigo, bem pequenina, mas da cabeça aos pés sou toda tua” .

“Tantas me abandonam e tantas se perdem. Partilha minha dor”.

“Dava dó. Jesus olhou-me e compreendi que meu sofrimento é uma sombra, perto do dele. Atrás dele vi uma fila interminável de almas: “Todas estas esperam-te”.

“Quando te deixo fria, é que tomo teu fervor para aquecer outras almas”.

“Quero que sejas vítima da divina justiça e o alívio de meu amor. Sacrificar-te-ei, mas com flechas de amor.

Serás minha prisioneira, amarrada por laços de amor”.

“Quero que me dês almas. E não te peço outra coisa, senão o amor em todas as tuas ações. Faze tudo por amor. Sofre por amor. Trabalha por amor. E sobretudo abandona-te ao amor. Quero servir-me de ti como bengala sobre a qual se apóia uma pessoa cansada”.

“Deixo-te por um momento minha coroa, e verás o que é o meu sofrimento (Josefa fica coroada de espinhos invisíveis por horas, dias e noites), até que aquela alma retorne a mim. Peço-te o amor que ela me recusa”.

Após uma falta de generosidade (real ou suposta) Josefa pede uma prova de amor: “E subitamente senti em torno da cabeça a coroa de espinhos”.

“Sirvo-me de tua miséria para salvar almas. Vê o valor de teus sofrimentos”. E Jesus mostrou-lhe três almas salvas.

“Preparando a roupa para a lavanderia, pedi que salvasse tantas almas quantos lenços houvesse para contar.

À noite, vi na capela uma fila de almas prostradas em adoração: aquelas que eu pedi de manhã”.

Jesus aparece como Ecce-Homo, as mãos cobertas por uma infinidade de espinhos, finos como agulhas:

“Vamos trabalhar. Irei contigo”. “Subi ao terceiro andar para varrer, oferecendo meus movimentos como atos de amor. Os espinhos caíram de suas mãos”.

“Perguntei como poderia salvar-lhe muitas almas:

Une todas as tuas ações às minhas, quer trabalhes, quer descanses”.

“Une todos os teus movimentos aos meus, a fim de que não sejas mais tu, mas eu aja em ti”. “Repete-me que me amas pelas almas que me ofendem”

Maria Santíssima: “Não receias sofrer! É um tesouro para ti e para as almas”. “Ofereci meu alimento e Jesus disse: Dá-me de comer, pois tenho fome. Dá-me de beber, pois tenho sede. Sabes de que tenho sede e fome: de almas.

 Oferece tudo ao meu Pai em união aos meus sofrimentos”. “Olha minhas chagas. Não foram as almas que me fizeram isto. Foi o amor”.

Teologia das Realidades Celestes

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