Jesus retornou, carregando uma cruz enorme:

“Trouxe-te minha cruz e quero descarregá-Ia sobre ti. Para essa empresa escolhi nove almas. Agora é tua vez” .

“Repete comigo: Pai eterno, olha estas almas tingidas pelo sangue de teu Filho”. “Uma só alma compra o perdão para muitas outras, ingratas e frias. Pensa só em mim”.

Desorientada pelo demônio, Josefa pergunta como deve reparar: “Sabes o que deves fazer? Amar, e ainda, amar”.

“Eu sou a grande vítima. Tu, a pequena, bem pequena.

Mas unida a mim, o Pai te atende”.

Numa visão infernal, uma voz grita: “Não deveis amarrar seus pés, mas o coração.” O demônio responde: “Aquele não é meu”.

Jesus: “Não preciso de tuas forças, mas do teu abandono.

A força está em meu Coração”. “Sentindo-te fraca e medrosa, vem aqui buscar força”.

Jesus aparece, segurando na mão seu coração: “O meu amor e minha misericórdia para com as almas caídas não têm limites. Desejo perdoar. Repouso perdoando. Estou sempre esperando almas. Sou seu pai”.

Maria Santíssima: “Para salvar almas é preciso sofrer.

Bem-aventuradas as almas que Jesus encarrega delas”.

Jesus: “Dize-me outra vez que me amas. E vou confiar-te um segredo. É loucura de amor que tenho pelas almas”.

“Que seria do mundo sem reparação… Faltam vítimas. Faltam vítimas”.

“Toma, miséria do meu coração, esposa que amo. Toma minha coroa”.

“A alma, que faz de sua vida uma união constante com a minha, me glorifica e trabalha em proveito das almas.

Seu trabalho tem pouco valor. Mas, banhando-o em meu sangue, que fruto obterá para as almas! Maior talvez do que se estivesse pregando no mundo inteiro. Quer estudes, fales, escrevas, quer costures, varras, descanses, não é a ação em si que tem valor; é a intenção. Quando eu varria ou trabalhava na oficina de Nazaré, dava a meu Pai tanta glória quanto com minhas pregações na vida pública. Do nada as almas podem tirar grandes tesouros, fazendo com amor seu dever, hora por hora, momento por momento. Que tesouros não acumulam em um só dia”.

“Não me recuses nada. Não esqueças que eu preciso de almas que continuem minha Paixão” .

“Desde que uma alma se lance aos meus pés e implore minha misericórdia, esqueço todos os seus pecados”.

Josefa: “Haverá sempre, até ao fim do mundo, almas que te ofendam?” “Infelizmente, sim. Mas até ao fim do mundo, terei também almas que me consolem”.

“Toma minha cruz; vamos juntos reparar tantos pecados que se cometem durante esta hora (23 horas). Se soubesses como as almas se precipitam em massa para o mal. Toma meus méritos para reparar tantos pecados”.

Josefa: “Tenho desejo de amar, de consolá-Io, de dar-lhe almas. Tudo o mais me parece tão pequeno”.

“Toma minha cruz, meus cravos, minha coroa. Irei procurar almas. São meus tesouros. Sei que mos guardarás”.

Jesus mostra-lhe a colheita de uma noite de sofrimentos:

“Olha os que voltaram para junto de mim. Ter-seiam perdido”.

Última mensagem de Jesus, 6.12.23: “Chamo a todos, meus sacerdotes, meus religiosos, minhas religiosas, a viver em íntima união comigo. A eles cabe conhecer meus desejos e participar das minhas alegrias e das minhas tristezas. A eles compete reparar com sua oração e suas penitências as ofensas de tantas almas. A eles compete, sobretudo, redobrar sua união comigo e não me deixar só. Muitos não compreendem e esquecem que a eles compete fazer-me companhia.

Esforcem-se por viver unidos a mim; por falar-me; por me consultar. Suas ações sejam revestidas dos meus méritos e cobertas do meu sangue. Dilatem seu coração, vendo-se revestidos do poder de meu sangue e dos meus méritos. Trabalhando sozinhos não vão fazer grande coisa.

Mas trabalhando comigo, em meu nome e para minha glória, serão poderosos.

Proclamem ao mundo inteiro minha bondade, meu amor, minha misericórdia. Revistam-se de oração, de penitência e sobretudo de confiança; confiança não nos próprios esforços, mas no poder e na bondade de meu Coração.

Peço três coisas às minhas almas consagradas: reparação, isto é, vida de união com o Reparador divino, que trabalhem por ele, com ele e nele; amor… não me deixem só; confiança naquele que é a Bondade e a Misericórdia.

Teologia das Realidades Celestes

 

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