Consolata Betrone, +1946

“A alma que mais me ama é a minha mais querida.

Trata de amar-me; e no mais eu cuidarei de ti”.

Obras fecundas de apostolado, apenas se o sarmento fica unido à videira e à medida da afluência da seiva” (Jo 15,1).

“Enquanto descansas em meu coração e me amas, eu queimo tuas faltas. Queimo tudo”. “O amor conduzirá ao ápice do sofrimento”.

“Vai repetindo sem parar: Jesus, Maria, eu vos amo; salvai almas. É a única coisa que exijo de ti”.

“O que podes dar-me de maior senão o amor!”…

“Por que não te permito muitas orações vocais? Porque o ato de amor é mais fecundo. Um único ‘Jesus Maria, eu vos amo, salvai almas’ expia mil blasfêmias” .

“Um ato de amor pode significar a salvação eterna de uma alma. Não omitas nenhum”. “A cruz do amor é a mais fecunda de todas; para mim e para as almas”.

Na profissão perpétua, 1934: “Hoje, eu te consagro vítima do amor. (E Jesus o exigiu sob voto). Sou onipotente e te amo sem medida. Tu também me amarás, sem medida. Garanto-te. Prometo-te”.

“Consolata, eu já expiei todas as tuas culpas. Para purificar tuas mãos, eu permiti que furassem as minhas.

Já fiz expiação por ti, por teus irmãos e irmãs (religiosos ou sacerdotes que abandonaram a vocação). Em gratidão, só quero ser amado. Mas muito!”

“Todos sabem que sou santo, mas nem todos sabem que sou bom”.

“O que fez teu Jesus na terra? A vontade do Pai. O que fez Maria Santíssima? A vontade do Pai. E o que farás em meu coração? A vontade do Pai”.

“Eu te amo ao excesso, e quero… que também me ames em excesso. Teu programa: hóstia por hóstia; vítima por vítima; excesso por excesso”.

“Uma mortificação heróica é capaz de desanimar-te.

Tu és uma alma pequena. Contenta-te com coisas pequenas, que nada significam. Mas dê-mas com grande amor. Então fico satisfeito!” “Nada de beber fora da refeição”.

“Hoje vamos começar uma vida de penitência verdadeira, a fim de que triunfe em todos a minha misericórdia.

(Jesus explica-se: nenhuma satisfação, por mínima que seja, “nem nos dias de festas”).

“Pobre Consolata, tu pensas que minha vida no sacrário é inútil, porque não trabalho como tu. É mais útil que a tua, cheia de trabalhos… Ama!”

“Procura tuas mortificações na fidelidade aos teus deveres” .

“Consolata, preciso de uma vítima. Hoje cedo, o sacerdote te ofereceu (profissão perpétua) mas eu quero que tu mesma te ofereças como vítima. Preciso disso para os irmãos”.

“Daí em diante todas as tuas comunhões serão expiatórias. Entende: sem consolo”.

“Consolata, Consolata, ama, ama sem parar”, recomenda-lhe um bem-aventurado no céu. Teresio Giordano, sem purgatório ao céu. Consolata estranha e Jesus diz: “Abre a Bíblia (Jo 14,21): Quem tem os meus mandamentos e os guarda, esse é quem me ama”.

“É mister unir a rosa do amor à rosa da Paixão. Esta deve florir e arder dentro daquela” (Vitis mystica).

“Só na eternidade compreenderás com quanto amor especial eu te amei ao escolher-te como vítima”.

“Consolata, como te amou Jesus? Sussurrando ao teu ouvido: eu te amo? Não, foi sacrificando-se”.

“Consolata, eu te ofereci plenamente. Pois os maiores presentes que posso dar são os sofrimentos. O sofrimento é o mais desejável na terra. Pois assim pode-se mostrar, comprovar a Deus o Amor. O sofrimento é o resgate das almas”.

“Sou eu… Se hoje tu amas, sacrifica-te; é de todo mérito meu. Não tenhas receio. Apagarei a tua sede na torrente do sofrimento, e prometo saciar-te abundantemente a sede de sofrer.”

Consolata passou os últimos onze anos sem consolo algum. “Até ao fim, será advento para ti”. E a voz divina se apagou até a morte.

Teologia das Realidades Celestes

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