PORTA ABERTA

Quando aparecermos na porta do céu, com que direito pediremos entrada? Nosso anjo da guarda apresenta-nos humilhados pelo pouco que podemos oferecer à Santíssima Trindade. “Deus é um abismo de condescendência.

Ele precisa como que humilhar-se para receber as adorações fulgurantes dos serafins. Mesmo para receber o amor do Coração Imaculado de Maria Santíssima ele está obrigado a se abaixar” (F. W. Faber).

Mas seu amor apaixonado pelas criaturas fá-lo passar por cima de todas as conveniências requeridas por sua majestade infinita.

“Que contraste incrível entre o que o homem faz por Deus na terra e o que Deus faz pelo homem no céu” (F. W. Faber).

Mesmo se alguém chega na última hora… Se fosse possível ficar envergonhado no céu, seria o nosso caso.

Pelo muito que recebemos e pelo pouco que fizemos. Por nosso amor tão parcimonioso, comedido, limitado que demos a Deus na terra, em nosso coração egoísta.

Nossa entrada na glória, ei-la descrita na Bíblia (Ester, 15): No terceiro dia, ela se revestiu com seus vestidos mais preciosos. E, invocando o Mestre e Salvador supremo, segue o caminho. As portas do palácio abrem-se diante dela, uma após outra. Finalmente está perante orei, sentado no trono, rodeado de toda corte e pompa.

 Levantou os olhos sobre ela. A rainha sente-se desfalecer, empalidece, vacila. E o rei, com toda pressa, desce do trono, sustenta-a em seus braços, dirige-lhe a palavra carinhosa. Não temas Ester, eu sou teu irmão. A lei de morte não foi feita para ti. E tocou-a com o cetro de ouro.

Por que não falas? Responde: “Eu te vi, ó rei, como um anjo de Deus, e meu coração tremia perante a majestade.

Pois tu, senhor, és adorável e tua face está cheia de graças”.

“Vem comigo e descansas em meu braço”, responde o rei.

Reconheçam o amor do criador à sua criatura. “Eis a história mais verídica que jamais houve; melhor: do único amor que jamais houve… E ele nunca acabará” (F. W. Faber).

Teologia das Realidades Celestes

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