“LAUDABIMUS”

 

Meu destino: ser louvor de Deus por toda a eternidade.

 

Da visão eterna, do amor eterno, de um coração transbordante de felicidade irá brotar com ímpeto louvor eterno de Deus. Um louvor espontâneo e forçado ao mesmo tempo. Louvor sem cessar. Mil vezes variado.

 

Canção sempre nova e inesgotável em suas variações, em sua plenitude. Louvaremos Deus; louvor a Cristo, nos522 so Salvador. Louvor à Santíssima Virgem Co-redentora.

 

Louvor aos anjos, aos santos. Agora é minha vez de cantar meu Magnificat. Porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em mim. Pois posso vê-Io face a face; posso amá-lo de todo meu coração, com todas as forças, sem fim.

 

Um júbilo eterno dos milhões e milhões de eleitos vai levantar-se, um jubiloso “Glória a Deus nas alturas”, jubiloso como o som dos clarins e incontido, impetuoso como o bramido dos mares do mundo. Vai reboar nas abóbadas celestes. Seu eco vai se perder distante nos confins do espaço e do tempo. A Escritura descreve algumas vezes o canto e o culto da humanidade redimida no santuário celeste, de modo especial no Apocalipse 4-7.

 

Esquemas, sombras da realidade. O trono de Deus está rodeado de sete espíritos e de vinte e quatro anciãos, que cantam dia e noite: “Santo, três vezes santo é o Deus onipotente, que era, que é, e que vem”… Digno és tu, Senhor Deus nosso, de receber glória, honra e poder.”

 

E ao Cordeiro entoam o hino: “Digno és tu, de receber poder, riqueza, sabedoria, fortaleza, honra, glória, louvor… pelos séculos dos séculos. Amém”. “Depois, vi uma multidão que ninguém poderia contar, de todas as nações, tribos e povos, trajando vestes alvas e com palmas na mão.

 

Bradavam em altas vozes: Salve ao Deus nosso no trono e ao Cordeiro” (7,9).

 

“Depois, tive uma visão: o Cordeiro estava no alto do monte de Sião e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam gravado na fronte o nome dele e o nome do seu Pai. E ouvi uma voz do céu como o bramir de muitas águas e o ribombar de um grande trovão. E a voz era como de trovadores tangendo as citaras. Cantavam um cântico novo. Ninguém podia aprender aquele cântico, senão aqueles cento e quarenta e quatro mil resgatados da terra.

 

São virgens e seguem o Cordeiro aonde quer que ele vá. Foram resgatados como primícias para Deus e o Cordeiro” (14,1).

 

Alguns flashes na pobre linguagem dos mortais De bom grado entoamos com o salmista o jubiloso “Aleluia”.

 

“Louvai ao Senhor nos céus. Louvai-o todos os anjos e santos, sol, lua e estrelas de luz” (SI 148ss). E, em meio deste mar de sons e júbilos, está o Cordeiro, o Redentor a dizer ao Pai: “Cumpri a obra que me deste” (Jo 17,4). Por isso “tudo lhe está sujeito”. E agora, o Filho “se submeterá… para que Deus seja tudo em todas as coisas” (1Cor 15,26-28). E nós nos recordamos: “Por ele e com ele e nele é a ti, Pai onipotente, em união com o Espírito Santo, toda honra e glória'”

 

Isabel de Turíngia, três dias antes de morrer de uma morte santa, sua empregada escutou-a cantar. “Como cantou bonito”. “Sabe, respondeu Isabel, sabe, o doce Amor me obrigou. Veio um passarinho e cantou tão bonito, que por fim tive de cantar junto”. Música da primavera do céu.

 

Teologia das Realidades Celestes