As trevas

Sua verdade não quer apenas seu lugar no mundo: quer tudo também; quer impor-se a todos quantos são criaturas de Deus, seu Pai.

E ai estão todos, sem exceção de ninguém, nem do inferno. Seu amor também é sem limites, maximalista. Dá tudo e pede tudo.

 Por isso acontece bater às portas das famílias: não há mais lugar; tudo ocupado.

 Bate na redação do jornal, bate no teatro, na televisão: não há vagas. Bate no portão da fábrica: “Você está no sindicato?” “Não.” “Ora, então, para que bater?”

E decidiram pendurá-lo no ar, na cruz.

Bem-aventurados

Cristianismo autêntico é o sermão da montanha (Mt 5,1; Lc 6,20). Ali Jesus desenvolveu todo o seu programa revolucionário e radical. Felizes os pobres de coração!

Felizes os mansos e bondosos! Felizes os tristes, os famintos, os puros! Eis a carta magna. É tudo às avessas…

É tudo ao contrário… É preciso que a cristandade tome a sério este sermão. Proibido amolecer a mensagem (Schnackenburg).

Quem o fizer será rebaixado ao último lugar (Mt 5,19).

Resta ainda o resumo final: Entrai pela porta estreita (Mt 7, 13). O cristianismo não é a estrada larga das grandes massas, das grandes maiorias, mas a vereda estreita, íngreme, da montanha, da minoria; é a via sacra.

O mundo engana com a maçã do paraíso. Cristo desengana, autorizado como ninguém a dizer: “Dou atestado que suas obras são más” (Jo 7,7). “Andai cautelosos”, avisa São Paulo (Ef 5,15).

 

Teologia das Realidades Celestes

Anúncios