Dura

Dura é essa mensagem (Jo 6,60). Mas só Cristo tem palavras da vida eterna” (Jo 6,68).

 A média cristã de hoje é de tamanho pequeno, quase Iiliput: Como resolver tarefas tão agigantadas? Onde buscar a coragem de carregar a cruz, a força de subir a montanha do Calvário?

Confiança.

Os Doze necessitavam também de subvenção do alto. Foi preciso o furação de Pentecostes para arrebatá-los e transformar.

 Os dons do Espírito Santo são fogo, labaredas chamejantes. Os dons são um vendaval que varre o mundo e arrasta consigo para o alto. Sete motores a jato.

“Pedi e recebereis”.

Renovar tudo em Cristo. “É preciso esquecer o que ficou para trás… despojar-se de tudo… ter tudo em conta de lixo a fim de ganhar o Cristo” (Fl 3,8.13).

 “Agradecemos jubilosos ao Pai que nos fez participar da herança de seus santos na luz”.

“Arrancou-nos do poder das trevas e fez-nos passar para o reino de seu Filho… Ele é o primogênito.

Tudo foi criado por ele e para ele. Ele está acima de todos e nele tudo subsiste” (Cl 12, 17). “Ninguém chega ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).

Por ele “serão vivificados todos… para que Deus seja tudo” (1Cor 15,22).

Porque o Pai decidiu “recapitular tudo em Cristo”, resumir toda a criatura em Cristo, o Deus feito homem” (Ef 1,10).

O fim natural da criação é a glória de Deus. O fim sobrenatural é a divinização da criatura. Absolutamente abstraindo da questão discutida se a encarnação foi decretada antes da previsão do pecado de Adão ou depois, de fato ambos os fins realizam-se de modo perfeitíssimo em Jesus Cristo e por Jesus Cristo, o Deus encarnado.

Assim, Cristo é o supremo auge da criação, o ápice, a cabeça.

Plano misteriosamente pressagiado pelos sábios do A.T. quando descrevem a Sabedoria divina: “Saí da boca do Deus Altíssimo, a primogênita antes de todas as criaturas…

Fui criada desde o principio antes dos tempos, eexistirei sempre. Sou a mãe do belo amor, do temor, da ciência, da esperança santa. Em mim está toda a graça do caminho, da verdade. Em mim toda a esperança da vida e da virtude. Vinde a mim todos” (Eclo 24,5-26).

Os filhos da sabedoria não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Cor 5,15).

“Porque vós sois o Cristo; e Cristo é de Deus” (1Cor 3,23).

Na catedral medieval de Luebeck, no solene portal de entrada, debaixo da estátua de Cristo Rei, estão escritos estes dizeres:

Vós me chamais de Mestre, e não me interrogais.

Vós me chamais de luz, e não me vedes.

Vós me chamais de verdade e não me acreditais.

Vós me chamais de caminho e não me seguis.

Vós me chamais de vida e não me desejais.

Dizeis que sou sábio e não me obedeceis.

Dizeis que sou belo e não me amais.

Dizeis que sou rico e não me pedis.

Dizeis que sou eterno e não me buscais.

Dizeis que sou misericordioso e não confiais.

Dizeis que sou nobre e não me servis.

Dizeis que sou todo-poderoso e não me adorais.

Dizeis que sou justo e não me temeis.

É o programa de Hb 13,8: “Cristo ontem, hoje e sempre”. “Elevado da terra atrairei tudo a mim” (Jo 12,32).

“Levamos o nome de cristãos em vão, se não somos imitadores de Cristo” (S. Leão Magno).

A fileira interminável de santos no antigo calendário litúrgico não ofusca a glória de Jesus. Não! Pois, “da sua plenitude” receberam eles e nós, “graça sobre graça” (Jo 1,16).

 “Na plenitude dos tempos, tudo quanto existe no céu e na terra deve convergir em Cristo” (Ef 1,10). Deve convergir também em nossa vida.

Teologia das Realidades Celestes

Anúncios