O absoluto

 

Deus é o Absoluto. Saber isto, implica em não nos deixar açambarcar pelo relativo, pelo provisório, pelo passageiro.

 

Deus é toda a verdade. Não é verdade em pedaços; nem por metros e nem por quilos.

 Diziam de São João da Cruz: “Esse frade anda sempre metido na Trindade”.

 

Fez bem, pois é a plenitude, o absoluto. Seja o nosso dom também absoluto, total, pleno, embora reste sempre minúsculo perante o Pleroma.

 

Deus é Amor. Amor-plenitude. Amor-Absoluto.

 

Quando ele toca no nosso ser, há um tal reboliço neste pequeno coraçãozinho que ele se perde. Chegará o dia final, a vigésima hora em que conheceremos como somos conhecidos. E amaremos como somos amados, de olhos iluminados, de coração inflamado. “Maranatá. Vem, Senhor Jesus!”

 

ESCADA BRANCA

 

A crônica franciscana (Wadding) conta: Fra Leone teve uma visão. Viu duas escadas subindo da terra ao céu. Uma vermelha, em cujo topo estava Jesus, e outra branca, em cujo topo estava Maria Santíssima. E todos os frades, animados por São Francisco e devotíssemos como ele da paixão de Cristo, sobem pela escada vermelha.

 

Tentam subir, pois após alguns passos nos degraus caem para baixo. Tentam de novo. Sem resultado. Alguns chegam bastante alto. Mas que fatalidade! Escorregam até a terra.

São Francisco, desesperado pelo visível insucesso, olha para o alto à procura de socorro, quando percebe Nossa Senhora acenando com as mãos, convidando a subirem pela escada branca. E todos apressam-se e experimentam subir ao céu pela escada branca. Sobem, sobem até ao alto.

Que alivio! Que alegria! E Nossa Senhora recebe os vencedores lá em cima e conduz-los a Jesus. Deram uma pequena volta no caminho ao céu.

 

Mas chegaram bem. . .

 

É um símbolo. Não há caminho mais seguro, mais rápido ao céu do que Maria Santíssima. Digo melhor: o caminho para chegar a Jesus é Maria Santíssima; o único.

 

Teologia das Realidades Celestes

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