O Medianeiro

O caminho para Deus é Jesus Cristo homem. “Não há senão um só Deus e um só medianeiro entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus” (1Tm 2,5). “Ele é o medianeiro entre Deus e os homens, o medianeiro da Nova Aliança, para que depois de padecer até a morte em expiação dos pecados cometidos sob o primeiro testamento,

os eleitos recebam o chamado à herança eterna prometida” (Hb 9,15; cf. 8,6; 12,24). Jesus Cristo remiu-nos do pecado e reconciliou-nos com o Pai por sua vida, morte e ressurreição. Estabeleceu-nos como filhos de Deus e herdeiros da glória. Mas, por livre disposição divina, Maria Santíssima também é medianeira universal entre Deus e os homens.

Não de um modo principal e necessário, mas de maneira secundária, subalterna, subordinada à mediação de Cristo.

Maria Santíssima é o caminho mais curto e mais grato a Deus para chegar a Jesus. Lógico. É mãe. Mas ela é também o caminho mais curto e mais grato para se chegar a Deus. Deus quis associá-Ia à obra da salvação.

Como Eva cooperou com Adão para nossa perdição, assim Maria Santíssima, qual nova Eva, no plano de Deus foi destinada a colaborar com Cristo, o novo Adão, na obra da salvação.

E em continuação dessa cooperação de Maria Santíssima como co-redentora, ela participa também, por livre vontade divina, no trabalho de distribuição das graças da redenção, como medianeira universal de todas as graças.

De tal maneira que nenhuma graça desce do céu sem intervenção de Maria Santíssima. Não implica que tenhamos de pedir cada vez, além de a Deus, também a Maria por seu consentimento.

Pois ela se antecipa aos nossos pedidos, pedindo para nós graças que precisamos e que desejamos. Mas parece lógico que pedindo explicitamente, mais abundante, mais eficiente é o socorro que ela nos pode prestar.

Deus mesmo quis tê-Ia como sócia na redenção e santificação da humanidade. É, portanto, do seu gosto e desejo que sigamos nós também o mesmo plano. Como a Mãe de Jesus foi escolhida para co-redentora, terá de completar a redenção distribuindo seus frutos. Assim, desde Leão XIII, todos os papas deram a Maria Santíssima esse titulo de Medianeira de todas as graças. Sua intercessão é de infalível eficácia. Justo o titulo que a tradição cristã lhe dá: onipotência suplicante. Graça pedida, graça obtida. As falhas vão por nossa conta: ou pedimos algo que nos prejudica, ou pedimos sem fervor, sem confiança.

Façamos de Maria Santíssima comissária de todos os nossos recados a Jesus, como diz Sta. Teresinha.

Teologia das Realidades Celestes

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