Vocação apostólica

O apostolado externo, tanto sacerdotal como laical, é a via normal e ordinária da graça da fé, da salvação.

Prova: os três anos da vida pública de Jesus, a convocação dos apóstolos e discípulos como portadores da mensagem.

Jesus até fez um pequeno ensaio com eles. Prova-o o texto de São Paulo: “Como crerão naquele que nãoouviram? Como ouvirão d’ele se não forem evangelizados?

 A fé vem da pregação” (Rm 10,14.17). Prova-o o zelo incansável de São Paulo: “Despendo-me e desgasto-me por vossas almas” (2Cor 12,15). “Faço-me tudo para todos, a fim de salvar todos” (1Cor 9,22). Prova: um Sto. Inácio de Loiola, São Francisco Xavier, Sto. Afonso de Ligório.

Temos o exemplo de São João Bosco sobre o leito da morte: “Recomendo dizer a todos os salesianos que trabalhem no apostolado com zelo e ardor. Trabalho. Esforçai- vos sempre, incansavelmente, pela salvação das almas”.

Existe na Igreja de Deus uma real vocação divina para a vida de apostolado, sem prejuízo da vida espiritual e contemplativa. A Igreja é co-redentora.

 O apostolado externo é previsto e querido por Jesus, pois ele nos avisa que a messe é grande; e manda rezar para Deus Pai mandar mais operários. A angústia diante da crescente perda da fé, da moral, da perdição de tantas almas deve estimular a generosidade da alma amante de Deus e do próximo.

Jesus “sente-se tomado de compaixão pelo povo, porque andavam entregues à miséria e ao abandono, como ovelhas sem pastor”. Dizia aos discípulos: “A messe é grande e poucos os operários. Rogai pois… (Mt 9,36-38).

Jesus mesmo é o primeiro apóstolo, enviado pelo Senhor da seara: “Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho… a fim de resgatar… pára que fôssemos adotados como filhos” (Gl 4,5).

“O nome de apóstolo não designa em Cristo uma qualidade acidental… Ao contrário, exprime a nota característica de sua personalidade divina e o fim ao qual se dirige toda a sua atividade humana. Até mesmo explica sua própria existência como homem.

Cristo é o apóstolo do Pai, e não do Espírito Santo. E ele é membro da humanidade unicamente para ser apóstolo do Pai… Sua vontade humana está continuamente voltada à realização desta sua missão: único mediador entre Deus e os homens” (Tm 1,5) (Flick).

Revelar o Pai e resgatar a humanidade do decreto de maldição (Gl 2,14), eis sua missão. E, nesta tarefa, ele nos quer como colaboradores, a continuar sua missão através dos séculos, através da Igreja, pelos sacramentos e pela palavra. O apostolado cristão “não é somente uma imitação do apostolado de Cristo, mas é seu prolongamento, ou melhor, é um instrumento que ele quer servir-se em sua misericórdia para chegar às almas” (Flick).

Teologia das Realidades Celestes

 

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