Recapitulamos

 

A origem do apostolado é evangélica. “Ide, ensinai a todos” (Mt 28,18).

“Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20,21).

 

É vocação sobrenatural. “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi… para produzirdes fruto e fruto maduro…” (Jo 15,16).

 

Sua finalidade primordial: “comunicar a vida eterna” (Jo 17,1; 10,10).

Como disse com singeleza Sto. Tomás: “Devemos amar nossos irmãos a fim de que estejam em Deus”. “Ut sint in Deo” (II II 25,1).

Sua finalidade é edificar o Corpo de Cristo (Ef 4,12) através da mútua colaboração no plano sobrenatural dos membros do Corpo Místico.

 

 

Todos os fiéis, unidos ao Cristo místico, participam das graças do Salvador e comunicam-nas entre si.

 O velho Pacômio, ainda anacoreta solitário, implora ansioso a vontade de Deus. Uma voz lhe responde: “A vontade de Deus é colocar-se a serviço dos homens para convidá-Ios a unir-se a Deus. Trabalhar com os homens, a fim de fazer deles santos apresentáveis a Deus”.

 

Assim Pacômio, após sete anos de vida eremítica, introduz o cenobitismo, um primeiro modo pleno de vida apostólica: vida de pobreza, de penitência, de oração e vida em comunidade. Pacômio pratica o apostolado entre seus iguais, com os monges.

Introduz certa moderação, a fim de adaptar-se à classe média, e introduz a obediência sob uma direção central. Não fazem votos públicos, mas praticam os três. É apostolado mútuo, interno só, por enquanto; primícias do futuro.

 

Na culminância da Idade Média a mesma voz: “O apostolado prevalece sobre o lazer da contemplação” (Catarina de Sena).

Elisabeth da Trindade quer ser um outro Cristo, que trabalha pela glória do Pai.

 Animado é o testemunho de Sta. Teresa d’Ávila: “Desejaria a alma meter-se pelo mundo adentro, a ver se poderia contribuir para que ao menos uma alma louvasse mais a Deus.

Se é mulher,sofre por não o poder fazer, em conseqüência de se ver detida pelo seu sexo, e tem grande inveja dos que são livres para, em altos brados, publicar quem é este grande rei dos exércitos” (Morada, 6,6,3).

 

“Sinto desejos imensos de que Deus tenha almas que o sirvam com desapego total, e que em nada da terra se detenham, especialmente letrados.

Pois vejo que tudo é bagatela. Sabendo das grandes necessidades da Igreja, aflijo-me em extremo e considero puerilidade afligir-se por  outro motivo.

Não cesso de recomendar a Deus seus servos, porque vejo que maior bem faria uma pessoa totalmente perfeita, animada de verdadeiro fervor do amor de Deus, do que muitas tíbias” (Relações, 3,7).

Teologia das Realidades Celestes

 

 

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