OS MEIOS

Os meios do apostolado na ordem inversa de sua eficiência, são três: ação, oração, sofrimento. E a acrescentar um quarto, ou melhor, o primeiro meio de um apostolado eficaz, seu fundamento indispensável: a santidade do apóstolo-missionário.

Apraz-nos repetir e repisar: o apóstolo de Cristo deve romper caminho com sua santidade,
com sua união com Cristo, com seu amor por Cristo.

Santidade apostólica

O cristão pode merecer para si o aumento da graça santificante. Mas nenhuma graça de auxilio pode ser a rigor merecida, e menos ainda a grande graça da perseverança final. É dom da bondade divina e fruto da oração:”supliciter emereri potest”.

Quanto ao próximo, só Jesus mereceu graças no rigor do termo. Dai, salvar almas remir o mundo dos pecadores, na boca da criatura, é algo bem diferente da obra redentora de Jesus.

Nossa força dentro do Corpo Místico atua não à base de direitos e méritos, mas na proporção
da amizade, “da nossa amizade com Deus”, “secundum proportionem caritatis” (Sto. Tomás, I II 118,6).

Talvez seja bom recordar: “Sois meus amigos… já não vos chamo servos” (João 15,14). Nossa eficiência apostólica é proporcional ao calor do amor de Deus que arde em nosso intimo.

Por isso, afirma São João da Cruz, (Cântico 29,1): “É mais precioso para Deus e para a alma
um pouquinho deste amor puro, e de mais proveito para a Igreja, embora pareça que não faz nada, do que todas estas outras obras juntas.

Por isso, Maria Madalena escondeu-se no deserto por trinta anos, a fim de entregar-se
a esta amor… pelo muito que aproveite e importe à Igreja um pouquinho deste amor… E, enfim, para este fim de amor fomos criados”.

 

Teologia das Realidades Celestes

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