Sofrimento apostólico

Escreve São João d’Ávila: “Os filhos que devemos
gerar por meio da palavra não devem ser filhos da voz,
mas filhos das lágrimas”.

Sto. Inácio está peculiarmente alegre e P. Ribadeneira
insiste em saber o motivo.

“Pois bem, Pedro, durante a oração, Deus Nosso Senhor garantiu-me que enquanto a Companhia existir, nunca deixará de gozar da preciosa herança de sua paixão, vivendo em meio de contradição e perseguições”.

Em nossos dias, Charles de Foucauld: “Podendo amar
e sofrer, a gente faz o máximo que se possa fazer na
terra”.

É o eco longínquo de São Paulo: “Quando estou
sofrendo. então sou forte” (2Cor 2,10).

E este tempero de mirra nunca faltará ao apóstolo em seus labores.

Que aproveita em prol de sua ação: “Apóstolos não lutam com outras armas que os sofrimentos, e triunfam morrendo” (Francisco de Sales).

“Com quinze minutos de sofrimento
pode-se salvar mais almas do que com a pregação mais
brilhante” (Sta. Teresinha).

Uma anedota espiritual.

Um casal de velhos, bem unidos, no Transvaal, África do Sul. Casamento misto.

A esposa é luterana fervorosa. Ele, calvinista: quer dizer,
chegou a converter-se à fé católica.

E agora, gostaria de dar à sua cara esposa, sinceramente, a mesma graça.

Toda a sua eloqüência é inútil.

E ele refletiu: “Assim, não vai. O caso reclama sacrifício. Qual é para mim, o maior sacrifício? Renunciar ao cachimbo. Pois seja”.

Dois dias da semana sem o cachimbo querido. A velha repara, mas não se converte. E mais um dia da semana sem  fumaça.

Sem efeito. Então os sete dias de uma vez.

Agora, fez efeito: “A religião do velho deve ser melhor ainda que a minha”.

TEOLOGIA DAS REALIDADES CELESTES

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