Oração apostólica

O segundo meio da ação apostólica é a oração. E de um modo especial a oração litúrgica, superior em dignidade, valor e eficiência, por ser a prece do Cristo místico.

Por isso, São Paulo pede as orações dos fiéis (Ef 6,19): “Sede vigilantes com toda perseverança, na oração, por todos os santos, também por mim, a fim de que me seja dada palavra desassombrada e corajosa, para anunciar com liberdade o mistério do evangelho”.

“Orai também por nós para que Deus abra a porta à nossa pregação” (Cl 4,3). “Irmãos, orai por nós para que o evangelho prossiga o seu curso e seja honrado” (2Tes 3,1).

Pio XI, 1924: “Aqueles que, com zelo assíduo, se dedicam à oração e à penitência, contribuem mais para o progresso da Igreja e para a salvação do gênero humano, bem mais do que os operários aplicados ao cultivo do campo de Nosso Senhor.

Pois, se eles não fizessem descer do céu a abundância das graças divinas para irrigar
este campo, os operários evangélicos tirariam do seu trabalho somente frutos bem magros”.

Assim, fala o Papa das missões e da Ação Católica. E foi ele que nomeou uma contemplativa enclausurada como padroeira das missões, Sta. Teresinha.

Lefebvre, bispo recém-sagrado de Saigon-Vietnam, resolve a fundação de um mosteiro carmelita como primeira obra em sua diocese. O governador da então colônia francesa observa-lhe: “Não se deve pensar em mobília de luxo antes de se estar alojado”.

O bispo responde: “O que o senhor chama de luxo é, ao meu ver, a primeira necessidade do apostolado cristão. Dez religiosas a rezar são maior auxilio do que vinte missionários a pregar”.

Por volta de 1920, perguntaram a um bispo da China:
“Qual a melhor maneira de converter aquele imenso pais para Cristo?” Respondeu: “Precisamos de mais alguns conventos de carmelitas e trapistas”. A receita é dos Evangelhos. Certo dia, diz Jesus aos seus discípulos: “esta espécie de demônios só sai expulsa, pela oração e pelo
jejum” (Mt 17,20). Jesus aponta aos seus discípulos a grande messe e o escasso número de trabalhadores na seara; e conclui: “mexam-se, trabalhem, arranjem mais apóstolos”? “Não!” Jesus diz: “rezem!” (Mt 9,36).

A lição valeu, pois em Atos: 6,4 declaram os doze que era tarefa deles o serviço da palavra e a oração.
Antigamente o bispo vivia rodeado de doze cônegos encarregados de rezar pela diocese. E o sacerdote que assumia uma paróquia distante da catedral, recebia como primeiro encargo a recitação diária do breviário por seu rebanho.

Oração chamada com acerto “seu oficio”. Tudo: imitação dos apóstolos (Atos 6,4).
São Vicente de Paulo escreverá aos seus missionários: “Sem o socorro da oração, eles farão pouco ou nada de proveito”.

Afirma Luís de Blois: “Aqueles que estão unidos a Deus, e que lhe dão sobre eles pleno poder
de fazer o que lhe apraz,… em uma hora trazem mais proveito para a Igreja e para a salvação dos homens que os outros em vários anos”.

Ainda Gratry: “O mundo vai mal. Ele irá melhor quando nós quisermos. Quando quisermos
rezar mais”.

Teologia das Realidades Celestes

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