CONCLUSÃO

Nem o poderio do mundo, nem o progresso da técnica
enfraquecem a Igreja. Sua renovação é jogar lastro
para subir.

Sua renovação é levar a sério o papel e o poder
da graça que nos fez filhos de Deus. Sua renovação é
a fé.

Adverte a palavra da Revelação: (Hb 11,33): “Pela fé
conquistaram reinos,estabeleceram a justiça, alcançaram
as promessas”.

Desembaracemo-nos de todo e qualquer empecilho…
Corramos ao certame… com os olhos em Jesus,
autor e consumador de nossa fé… o qual abraçou a cruz,..
e está sentado à direita do trono de Deus.

Fé pequena,força pequena. Fé grande, vôo alto. Assim narra a história dos povos cristãos. “Tudo é possível para quem crê” (Mc 9,23). “Esta é a vitória que vence o mundo: nossa fé” (1Jo 5,4).

E essa fé também é graça. “‘Por isto dobro o joelho
diante do Pai… Queira ele conceder-nos a caridade que
Cristo habite em nossos corações pela fé” (Ef 3,14-17).

2. VIDA CONSAGRADA

HISTÓRICO DOS VOTOS

As descobertas de Qumran, em 1949, surpreenderam,
provam existência de vida monástica no judaísmo.
Qumran, edifício e escritos descobertos (entre eles, a Regra), revela-se como um convento masculino de cenobitas, confirmando enfim textos discutidos de Filo e de Plínio Jr.

No N.T. a formação de conventos monásticos levou
três séculos. Devido ao estado de perseguição, latente ou
aberta, vivia a vida monástica, por assim dizer, no “underground”.

As palavras de Jesus, sobre pobreza e virgindade,
e as do apóstolo (1Cor 7) continuavam fermentando
no íntimo da Igreja. Sempre houve cristãos consagrados,
como o atesta a literatura cristã dos três primeiros séculos.

A Igreja primitiva de Jerusalém entendeu viver a
mensagem de Jesus numa comunidade quase monástica,
conforme nos contam Atos 2-5. Foi uma tentativa de verdadeiro cenobitismo, no primeiro fervor, primícias do espírito, caracterizado por renúncia espontânea dos bens e haveres próprios, oração e talvez refeição comunitária.

A boa vontade era geral. A alegria circulava de coração em
coração. Ciúmes e rivalidades, tão humanas toldaram o
horizonte (At 6), mas foram superadas pela instituição de
diáconos (helenistas).

A perseguição de Herodes Agripa (42-44), pôs fim a
tudo, dispersou os apóstolos, fez mártir a São Tiago e
reduziu toda a comunidade à pobreza evangélica real,
pelo confisco dos bens (todos reunidos na caixa comum?).

Ignoramos se conseguiu retomar aos mesmos
moldes no intervalo de paz até a guerra final, em 66.

As quatro filhas do diácono Felipe de Cesaréia,
mencionadas nos Atos 21,8, abrem o cortejo das virgens
consagradas. Mudaram-se depois com o pai para Hierápolis, na Ásia Menor (diz Eusébio, História Eclesiástica, 3,29,9).

Também as filhas do diácono Nicolau (Atos 6,5)
consagraram sua virgindade, narra Clemente Alexandrino
(Stromata, 2,18).

Há exegetas que pensam que o texto de
1Tm 5,9 já seria uma sagração litúrgica do estado virginal.
São Clemente de Roma menciona, na Igreja de Corinto,
um grupo de continentes (I 38,3) aos quais previne
do orgulho.

Sto. Inácio mártir presta homenagem ao fervor
das virgens de Smirna, (13,1). Na carta a Policarpo (5,2),
menciona ascetas, e manda que estejam sujeitos ao bispo.
Há virgens que se julgam superioras ao bispo hierárquico,
provavelmente virgens de sexo masculino.

Teologia das Realidades Celestes