CAPÍTULO VII

DA CONCLUSÃO E RAMALHETE ESPIRITUAL

Finalmente, a meditação se há de acabar com três coisas, que se hão de fazer com toda a humildade possível. A primeira é a ação de graças a Deus pelos afetos e propósitos que nos tem inspirado, e por sua bondade e misericórdia, que temos descoberto no mistério meditado.

A segunda é o ato de oferecimento, pelo qual oferecemos a Deus sua bondade e misericórdia, a morte, o sangue, as virtudes de seu Filho, e, também nossos afetos e resoluções.

A terceira é a súplica, pela qual pedimos a Deus, com insistência, que nos comunique as graças e as virtudes de seu Filho e outorgue sua bênção aos nossos afetos e propósitos, para que possamos fielmente pô-los em prática. Depois temos que pedir pela Igreja, por nossos pastores, parentes, amigos e pelos demais, recorrendo, para este fim, à intercessão da Mãe de Deus, dos anjos e dos santos.

Finalmente, já fiz notar que convém dizer o Pai-Nosso e a Ave-Maria, que é a oração geral e necessária de todos os fiéis.

A tudo isto acrescento que há que fazer um pequeno ramalhete de devoção. Eis aqui o que quero dizer: os que tem passeado por um belo jardim não saem dele satisfeitos, se não levam quatro ou cinco flores, para cheirá-las e tê-las consigo durante todo o dia.

Pela meditação, temos de escolher um, dois ou três pontos, os que mais nos tenham agradado e os que sejam mais a propósito para nosso aproveitamento, para recordá-los durante todo o dia e cheirá-los espiritualmente. E este ramalhete se faz no mesmo lugar onde temos meditado, sem mover-nos, ou passeando sozinho durante um tempo.

INTRODUÇÃO À UMA VIDA DEVOTA – São Francisco de Sales

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